01 junho 2010

GRANDES MESTRES DA PAZ 3

VOCÊ, É UM GRANDE MESTRE DA PAZ!


Amigos, companheiros de aprendizagem em busca da construção da cultura da paz, tenho algo muito sério para lhes comunicar!

Penso que desta vez e mais do que nunca, torna-se importante neste momento de caos e de violência generalizada em que nos encontramos, poder falar que Eu, Você e cada um de Nós poderemos contribuir com este tão necessário e grande desafio que é a busca para uma vida mais harmoniosa e pacífica.  
Paz nao é utopia, é uma luta (exercício) diário, uma aprendizagem possível de ser realizada por todos nós. Você nao precisa ser um Jesus ou um Gandhi  da vida para ser um pacifista, basta apenas ter coragem e vontade de tranformar com o tempo as velhas formas de viver e assim buscar novas formas de convivência consigo, com o próximo e com o planeta!

VOCÊ É UMA POTÊNCIA DE PAZ!

Digo isso, porque segundo Assagioli-Mesquita, a paz se encontra dentro de cada um de nós, no núcleo do nosso Ser. Portanto, este Ser Maior que vibra em paz e em nós mesmos, só podera ser reconhecido pela nossa consciência, se aprendermos a estar em estado de paz, em todos os níveis (fisico, emocional e mental) através da harmonia interior.
A superação da violência, acredito que só se dará quando Você tiver inicialmente consciência da paz no nível pessoal, que é contato consigo mesmo, por isso precisamos ter em mente que as  pessoas simples, como cada um de nós (mas de bom coração) é que  poderão transformar esta lamentável situação, porque acreditamos que  a paz e possível, bastando apenas termos coragem de aprender  e de lutar contra as nossas paixões inferiores e nossos comportamentos violentos e substituírmos por outros mais elevados.
Depois, claro que concomitantemente, a paz no nível social, onde Você só aprenderá  a viver a paz no contato com o outro; Com seus familiares, amigos, vizinhos, inimigos... aprendendo a amar, a dialogar, a conviver, a respeitar, a tolerar, a perdoar, a compartilhar...E também empreendendo alguma bandeira social que expanda a reflexão, o apoio e a necessidade de se viver a paz. 
E enfim, a paz no nível ambiental, onde Você  precisa aprender a cuidar deste lugar que  é nosso e que ao mesmo tempo somos nós mesmos,  é preciso que cada um  se reconheça como parte integrante das plantas, dos animais e dos minerais. Precisamos deles para sobreviver, e eles precisam do nosso cuidado para que continuemos e  a Terra tambem continue caminhando bem no seu processo evolutivo.
Somos Potências de Paz, porque o calculo é de potência, neste momento é preciso somar e não mais diminuir nossas vibrações pacíficas. Ainda segundo os mesmos autores, apesar do estado em que se encontra (expurgação), a Terra já vibra na energia da paz, por isso é preciso urgentemente potencializar nossos  recursos evolutivos no nível da paz, por isso faz-se necessário trabalhar (ação) e nao  mais se acomodar (muitos de nós ainda temos a idéia errônea de paz como símbolo de acomodação, sombra e água fresca, apatia...) para que a potência da paz ganhe vitória.
Não podemos mais deixar o mal e a violência tomar conta de tudo, atropelando as nossas vidas e às daqueles que amamos.
Como bem disse Martin Luther  King:   "O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." Esta é uma grande verdade, nós que somos pessoas do bem e que almejamos uma vida pacífica, não podemos mais negligenciar a paz e fechar os olhos para esta triste realidade em que vivemos e achar que tudo está bom e que a vida está boa.
Então, que Você e  todos nós, neste exato momento, reflita em como responsabilizar-se e  comprometer-se para fazer cada um e em que puder a  nossa  parte. Em nossas pequenas, porém grandes ações; somando, multiplicando e potencializando cada comportamento, atitude, proposta, intenção... de paz e só assim conseguiremos com muita força e energia proativa banir ou senão pelo menos diminuir a violência e consequentemente construirmos juntos um mundo em paz!

Vamos lá , companheiros em busca de um mundo melhor, não podemos mais ficar de braços cruzados, o tempo urge...! Trabalhem, pois, bem aventurados serão os pacíficos! A Terra, Eu e cada um de Nós agradecemos a Você pela colaboração!
 

27 maio 2010

NOTICIA IMPORTANTE!!!!

Pnud: 90,1% veem crescimento da violência no País

"Pesquisa inédita feita pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud) mostra que 90,1% dos brasileiros têm a percepção de que a violência vem crescendo no País. Além do porcentual bastante expressivo, o que chama a atenção é que, para 23% dos entrevistados, não é (somente) a violência praticada por bandidos que mais incomoda, mas sim, aquela vivenciada em casa..."

Leia a reportagem completa no Jornal A Tarde On Line, clicando no link abaixo:

http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=2511396

25 maio 2010

VOCÊ SABE DIFERENCIAR A AGRESSIVIDADE, A INDISCIPLINA E O CONFLITO?‏



Para falar sobre os tipos e as causas mais comuns na formação da violência nas escolas, torna-se importante também que aprendamos a diferenciar outros conceitos relacionados ao assunto que norteiam as relações humanas neste ou em outros espaços, como a Agressividade, a Indisciplina e o Conflito e assim evitar possíveis  distorções ao lidarmos com a temática da violência:

Agressividade: entende-se que ela faz parte da conduta humana, ou seja, é uma das funções do instinto natural de preservação. Segundo Jares (2002), pode ser negativa em si mesma, mas positiva e necessária como força para a auto-afirmação física e psíquica do indivíduo e ou grupo, sendo especialmente configurada pelos processos culturais de socialização. Muitas pessoas confundem agressividade com violência, justamente porque estas palavras mesmo tendo diferenças em seus sentidos, são constantemente utilizadas pela mídia de forma banalizada. Então, entender a agressividade como modo de afirmação, de auto-significação, ou de força para impulsionar a vida, desfaz esta percepção errada sobre o assunto e nos encaminha para ajudar os indivíduos (os educandos) a canalizar esta manifestação de forma mais saudável e a construção de uma personalidade não-violenta.

Indisciplina: pode se dizer que é qualquer ato ou omissão que contraria alguns princípios do regulamento interno ou regras básicas pré-estabelecidas por uma autoridade ou simplesmente, a falta de limites e respeito de um individuo que tem dificuldade de se autogovernar. A indisciplina é uma resposta à autoridade do professor, dos pais, chefe, etc. O indivíduo porque não está de acordo com as exigências da autoridade, com os valores que eles pretendem impor ou transmitir, não os aceita e age com comportamentos indesejados. Os motivos da indisciplina podem ser extrínsecos, tais como: problemas familiares, dificuldade de inserção social ou escolar, excessiva proteção dos pais, carências sociais, forte influência de ídolos violentos, etc. Ou intrínsecos, como desmotivação, desinteresse, insucesso escolar, imaturidade, problemas de aprendizagem, etc. É necessário então, observar e identificar se o individuo é realmente indisciplinado ou se passa por um alguma de dificuldade dentro ou fora da sua realidade. Hoje a indisciplina é um problema consideravelmente complexo para a escola e para a sociedade como um todo e o seu contraponto, a disciplina requer um aprendizado gradativo, permanente e existe investimento por parte da escola. Parafraseando Paulo Freire o que se pode dizer de mais procedente sobre o assunto: é que “Ninguém disciplina ninguém, mas por outro lado ninguém se disciplina sozinho. Os homens se disciplinam em conjunto, intermediados pela realidade do mundo.”

Conflito: antes de qualquer coisa é importante compreender que onde há vida possivelmente existirá conflitos, pois os conflitos são a matéria-prima da realidade, a trama da vida. Para Jares (2002), conflito é um processo natural, necessário e potencialmente positivo para as pessoas ou grupos sociais. É uma das forças motivadoras de mudanças pessoais, sociais e educativas, é um elemento criativo para solucionar problemas nas relações humanas. Mas, o próprio autor ressalta que esta definição nem sempre foi assim positiva. A visão tradicional que a maioria das pessoas tem do conflito é como algo negativo, indesejável, desagradável, aberrante, associado sempre a violência e que precisa se evitado a todo custo. Outro aspecto importante é que muitas vezes pensamos que conflito tem relação somente no confronto com a outra pessoa, mas, eles também moram dentro de nós. E geralmente entramos em conflito quando a nossas necessidades básicas não são atendidas e isso se agrava quando não sabemos distingui-las dos desejos pessoais.

Trazer estes temas explicitados anteriormente é de uma relevância muito grande para entendermos a violência, mas que nem sempre é confortável para a comunidade escolar porque muitos educadores pensam que estes assuntos não combinam com o papel construtivo e pacificador da escola. Mas, neste momento não podemos tratar estes assuntos com neutralidade, já que convivemos o tempo todo com situações conflituosas. A escola também não pode ser mais pensada como refém de um entorno hostil, em muitas situações como disse anteriormente, ela própria é uma reprodutora de comportamentos agressivos, quando não violentos.
 
E você, caro leitor, sabe diferenciar a Agressividade, da Indisciplina e do Conflito na escola e na vida, comente!!!
 

18 maio 2010

VIOLÊNCIA



Violência

Titãs
Composição: Sérgio Britto / Charles Gavin

O movimento começou, o lixo fede nas calçadas
Todo mundo circulando, as avenidas congestionadas


O dia terminou, a violência continua...
Todo mundo provocando todo mundo nas ruas


A violência está em todo lugar
Não é por causa do álcool,
Nem é por causa das drogas


A violência é nossa vizinha
Não é só por culpa sua
Nem é só por culpa minha


Violência gera violência


Violência doméstica, violência cotidiana
São gemidos de dor, todo mundo se engana


Você não tem o que fazer, saia pra rua
Pra quebrar minha cabeça ou pra que quebrem a sua


Violência gera violência


Com os amigos que tenho não preciso inimigos
Aí fora ninguém fala comigo
Será que tudo está podre, será que todos estão vazios?


Não existe razão, nem existem motivos
Não adianta suplicar porque ninguém responde
Não adianta implorar, todo mundo se esconde


É difícil acreditar que somos nós os culpados
É mais fácil culpar deus ou então o diabo


Violência gera violência...

No atalho abaixo você pode escutar e refletir sobre esta música:

http://www.youtube.com/watch?v=E6kKSgoopbE
 

17 maio 2010

FORMAÇÃO DA CULTURA DA VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS


Para compreendermos melhor como se  processa a formação da  violência nas escolas,  um dos primeiros e mais significativos  passos,  é o claro  entendendimento de que as formas mais comuns de violência podem ser agrupadas, segundo Schillig (2005, p. 12 a 14) em (3) três categorias, das quais acrescentei mais uma (quarta) categoria* que considero também importante e a autora não cita:

1- Violência contra a escola: geralmente quando se fala de violência neste aspecto, fica caracterizado como a depredação do patrimônio material da escola, como: pichações, destruição de equipamentos, bombas nos banheiros, materiais e equipamentos roubados, etc. Mais também podemos classificar como: os desvios de verbas destinadas à educação, abandono dos prédios escolares, péssimas condições de trabalho e estudo, baixos salários dos professores, desprestigio social da profissão, mudanças constantes de propostas pedagógicas, papel ambíguo frente à sociedade, etc.

2- Violência da escola: geralmente é a violência da sua própria dimensão institucional, profundamente vinculada à violência contra a escola, reproduzindo a sociedade como ela é. Se a sociedade é desigual, a escola reproduz sistematicamente a desigualdade e os conflitos que aí existem entre gerações de classes, de etnia, de gênero, de posição social, de status, de religião e entre saberes. Podemos destacar: a discriminação e o preconceito entre alunos, entre professores e ambos, o fracasso da função da escola (educar), não oferecimento do processo ensino-aprendizagem de qualidade, a confusão entre o comportamento particular e o público, etc. E como conseqüência disso tudo teremos uma instituição marcada pela dinâmica de vitimização e agressão, onde alunos e professores desmotivados pelo processo se sentem vitimizados, indiferentes e agressivos e daí surge uma série de outros problemas, como: as faltas, evasão, reprovação, abandono, a frustração do aluno que não aprende e a do professor que não atinge seus objetivos, etc.

3- Violência na escola: as outras duas categorias citadas anteriormente, violência contra e da escola formam o que se chama de violência na escola. Podemos dizer que é uma violência potencializada em suas múltiplas dimensões (familiar, urbana e estrutural) condensando-se no cotidiano escolar. Como: o roubo e o furto, agressões físicas, morais, psicológicas, simbólicas, assedio moral, brigas, ameaças, ofensas, bullying escolar³, desinteresse, falta de sentido da escola para os profissionais da educação, para os educandos e para comunidade, violência intrafamiliar e da comunidade que chega ao cotidiano escolar, alguns casos raros de morte, etc.

4- Violência no entorno da escola*: é também conhecida como violência dura, segundo a UNESCO (Organização Mundial das Nações Unidas), esta é a violência que ocorre como resultado de atos criminosos que invadem o ambiente escolar. Este tipo de violência está sempre relacionada a uma comunidade que convive com a insegurança, com as ameaças de marginais, gangues ou traficantes que agem como uma espécie de poder paralelo nestes locais, devido ao descaso dos poderes públicos com as comunidades mais carentes.


E a sua escola?  Quais são as formas mais comuns de violência?  Comente postando no comentário,  é muito importante saber, para aprendermos a lidar com esta lamentável realidade! 

10 maio 2010

A VIOLÊNCIA (NA ESCOLA E NA VIDA)



“As guerras (a violência) nascem no espírito dos homens, e é nele, primeiramente que devem ser erguidas as defesas de paz.”  Frederico Mayor

Nos últimos anos, pela confusão que se faz com os conceitos entorno do tema violência, evocar a imagem de escolas violentas, tornou-se clichê entre os educadores, principalmente nos centros urbanos. 

A violência urbana é de fato, um grande problema social, mas não podemos generalizar, pois mesmo que uma escola sofra com a violência gerada em seu entorno, é importante lembrar que há muito menos violência na escola do que no contexto geral da sociedade e que a escola não apenas incorpora as ameaças do seu ambiente externo, como ela mesma também produz muitos conflitos, embates e exclusões.

Sabemos que ela é difundida e produzida por inúmeras instâncias da nossa sociedade, como a própria escola, o sistema econômico, a família, instituições religiosas, partidos políticos, agremiações esportivas, sindicatos, etc. e que muitas vezes estas mesmas instituições não se dão conta, que de uma forma consciente ou inconsciente elas investem nesta prática.

É preciso que todos nós tenhamos consciência que somos co-responsáveis por esta situação e não existe uma causa absoluta para um ato de violência, mas múltiplas causas, que não devem ser observadas isoladamente.

Infelizmente, o que podemos constatar nos últimos anos é que a violência vem se tornando um traço cada vez mais presente em nossa vida cotidiana. Estamos vivendo não só numa sociedade violenta, sobretudo, numa cultura de violência; Os fatos violentos e os temores por eles gerados ocupam espaço crescente nos corações, nas mentes e nas atitudes das pessoas, em especial dos nossos educandos. Ventura (2000, p. 90), constata que:

“A violência tornou-se cultura nos anos 90 e como tal, tomou conta de corações e mentes, invadiu o imaginário das pessoas, esgarçou o tecido social e fez da agressividade uma prática de beligerância, um comportamento. Produziu uma revolução diabólica e perversa que em pouco tempo mudou a paisagem das cidades, a alma dos habitantes, a conduta, a maneira de morar...”

Assim sendo, a violência vem se tornando de modo profundo uma característica da identidade cultural na atualidade, permeando e influenciando as nossas vidas na contemporaneidade, sendo um instrumento frequentemente utilizado por indivíduos inconsequentes para demonstração de poderes tanto individual, quanto grupal.

E daí surge uma pergunta: Como será as nossas vidas, as das nossas crianças e dos nossos jovens diante de um mundo como este? E a escola, quais são as alternativas educacionais para solucionar ou minimizar este agente perturbador na vida pessoal, social (principalmente na familiar e escolar)?

Sabemos que a escola como todas as instituições da sociedade também sofrem com o aumento da violência e não apenas a violência vinda de fora, mas a violência que pode se desenvolver dentro dela. Mas, é importante salientar que a despeito de tudo, a escola ainda é um dos lugares mais seguros que os educandos podem freqüentar em nossa sociedade.

Neste aspecto, ela pode ser chamada a dar sua contribuição sim, primeiramente buscando responder a estas questões explicitadas para pode ajudar os profissionais que compõem o quadro escolar a perceberem significativas diferenças entre as falsas percepções da realidade e dos seus problemas reais e assim, criarem mecanismos mais adequados para lidar com determinadas situações de violência.

Então, para praticar a paz e entender como ela se constrói, implica imprescindivelmente que nós arte-educadores e toda a comunidade escolar procurem compreender também o conceito e quais são os fatores que podem causar a violência na escola e na vida. Segundo Araújo, Fernandez, Pescarolo e Viana (2001, p.02):

“Conceituar violência é bastante difícil, pois, de forma isolada, pouquíssimos comportamentos podem ser classificados como violentos. Para delimitarmos este conceito adequadamente precisamos considerar o momento histórico, a cultura, a relação e o contexto no qual tal comportamento se deu.”

Portanto, pelo tema violência ser um assunto demasiadamente complexo e amplo, sem uma unanimidade entre os autores pesquisados, para delimitá-lo dentro do que interessa  em questão, considerarei um conceito que ajude a problematizar a violência no âmbito escolar e em torno dela, pois é este tipo de violência que vem causando prejuízos incalculáveis para a educação. Então, dentre os autores pesquisados, Michaud (1989, p. 10-12) propõe um conceito mais adequado para este contexto e para a realidade da nossa sociedade atua:

“Violência é o desregramento e o caos de um mundo estável [...] Há violência quando, numa situação de interação, um ou vários atores agem de maneira direta ou indireta, maciça ou esparsa, causando danos a uma ou várias pessoas, seja em sua integridade física, moral, em suas posses ou em suas participações simbólicas ou culturais.”

Mesmo sendo uma definição simples, o autor a propõe de uma forma ampla, como sendo uma força quaisquer que provoca rupturas no mundo que muitas vezes consideramos estável, normal, justo e direito. Que vai além da força física, e é vista também como força psicológica ou moral, cultural, social, simbólica que causa danos aos bens e à pessoa ou as pessoas da sua extensão (familiares, vizinhança, etc.).

Refletindo sobre este conceito e o que já foi explicitado anteriormente, pode-se compreender que a violência na escola é um reflexo da violência social, tornando-se um dos temas que mais nos preocupa atualmente e que não poderá ser revertido sem a importante contribuição das escolas.

Mas, não se deve depositar a solução de todos os problemas na educação, pois só poderemos nos livrar completamente da violência quando a sociedade deixar de (re) produzir ou incentivar comportamentos agressivos ao invés de pacíficos. É certo, contudo, que sem um envolvimento efetivo da escola dificilmente se poderá construir soluções efetivas e duradouras para resolver este grave problema.

É PRECISO SABER VIVER

          É Preciso Saber Viver


Composição: Erasmo Carlos/Roberto Carlos


Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer (viver) na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver


Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver, saber viver!

 

Nos atalhos abaixo você pode ver o clip e escutar esta bela música:
 
 
 
 
 

04 maio 2010

NÃO-VIOLÊNCIA (ATIVA)


Você já ouviu falar em Não-Violência?

Seria a não-violência o caminho mais seguro para uma vida pacífica,  a menor distância entre a violência de hoje e a verdadeira paz de amanhã?

A Não-violência é um conceito muito especial para a cultura da paz, é um dos valores humanos mais importantes, acredito que o mais importante dentre todos, por ser uma síntese deles. Não poderia deixá-lo de lado, pois,  se queremos uma sociedade realmente pacífica, com educandos pacificados e pacificadores, precisamos conhecer e aprender este conceito em sua forma prática.
O termo refere-se a uma série de conceitos e valores sobre ética, moralidade, diversidade, poder e conflitos que rejeitam completamente o uso da violência nos esforços para a conquista de objetivos sociais e políticos. Geralmente usado como sinônimo para pacifismo, a partir do meio do século XX o termo não-violência passou a ser aplicado também para designar conflitos sociais que não utilizavam o uso de violência, assim como movimentos políticos, religiosos, educativos e filosóficos que também utilizam os mesmos conceitos.
A Não-violência não entende que o fim justifica o meio, e sim que o fim é um resultado do meio, num ciclo de causas e efeitos que se correlacionam e se estendem numa espiral evolutiva. Desta forma, a paz não pode ser obtida através de métodos violentos e repressivos. Uma "paz" que se pretende obter através da opressão, cessa assim que os instrumentos de repressão deixam de ser utilizados, logo, um estado real de paz não se mantém quando ela não se estende a todos os indivíduos de uma sociedade.
“Não-Violência” ou método “Ahimsa”, que segundo Weil (1993), “ é uma palavra que vem do sânscrito que trata de um respeito profundo a todas as formas de vida do planeta, concebidas como sagrada” .
Ainda segundo Weil, Mahatma Gandhi, um dos maiores líderes do pacifismo mundial mostrou a força do ahimsa ao fazer a transposição dessa filosofia para a política e elaborou a teoria da resistência pacífica, que nas palavras dele mesmo quer dizer: “A não-violência é a completa ausência de malmequer para com tudo o que vive.
A não-violência sob a sua forma ativa é boa vontade para com tudo o que vive. Ela é amor perfeito” e “força do amor ou força da alma”. Por isso, a "Não-Violência" proposta por Gandhi é chamada também de “Não-Violência Ativa”.
Assim, a não-violência como atitude prática nas escolas e na vida, representa uma ação, uma “luta”, uma oposição ou resistência a todo e qualquer tipo de violência. A não-violência como escolha de valores, significa buscar uma maturidade de relacionamento, participação ativa na vida sem imposição, representa a conscientização de que a não-violência é um valor de cidadania, ou seja, para se viver bem em sociedade, é preciso aprender a conviver, é preciso dialogar e respeitar as diferenças e poder interagir com dignidade, justiça e respeito.

Relate alguma experiência em que você teve alguma atitude não-violenta, postando um comentário!

27 abril 2010

AGENDA 21



A Agenda 21 é um documento que estabelece a importância de cada país a se comprometer e a refletir global e localmente, sobre a forma pela qual governos, sociedades, empresas, organizações não-governamentais, e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas sócio-A Agenda 21 é um documento que estabelece a importância de cada país a se comprometer e a refletir global e localmente, sobre a forma pela qual governos, sociedades, empresas, organizações não-governamentais, e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas sócio-ambientais.
Surgiu como um dos principais resultados da conferência Eco-92 ou Rio-92, ocorrida no Rio de Janeiro, Brasil, em 1992. Onde cada país desenvolve a sua Agenda 21 e no Brasil as discussões são coordenadas pela Comissão de Políticas de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 21 Nacional (CPDS).
A Agenda 21 se constitui como um poderoso instrumento de reconversão da sociedade industrial rumo a um novo paradigma, que exige a reinterpretação do conceito de progresso, contemplando maior harmonia e equilíbrio holístico entre o todo e as partes, promovendo a qualidade, não apenas a quantidade do crescimento.
Com a Agenda 21 criou-se um instrumento aprovado pela OMF, internacionalmente, que tornou possível repensar o planejamento. Abriu-se o caminho capaz de ajudar a construir politicamente as bases de um plano de ação e de um planejamento participativo em âmbito global, nacional e local, de forma gradual e negociada, tendo como meta um novo paradigma econômico e civilizatório.
As ações prioritárias da Agenda 21 brasileira são os programas de inclusão social (com o acesso de toda a população à educação, saúde e distribuição de renda), a sustentabilidade urbana e rural, a preservação dos recursos naturais e minerais e a ética política para o planejamento rumo ao desenvolvimento sustentável. Mas o mais importante ponto dessas ações prioritárias, segundo este estudo, é o planejamento de sistemas de produção e consumo sustentáveis contra a cultura do desperdício.
Enfim, a Agenda 21 é um plano de ação que busca o desenvolvimento sustentável para ser adotado global, nacional e localmente, por organizações do sistema das Nações Unidas, governos e pela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o meio ambiente.

Para maiores informações, acesse o link abaixo:

Procure saber na sua cidade, na sua comunidade, na sua escola sobre a existência da Agenda 21 Local, quaisquer dados encontrados você poderá postar um comentário aqui...Se não encontrou nada, mobilize-se para construir uma, frente aos locais citados, o nosso planeta Terra e as nossas vidas agradecem!

26 abril 2010

DIA MUNDIAL DA TERRA

Dia Mundial da Terra - 22 de Abril

"A Terra é nossa casa e a casa de todos os seres vivos. A Terra mesma está viva. Somos partes de um universo em evolução. Somos membros de uma comunidade de vida independente com uma magnífica diversidade de formas de vida e culturas. Sentimo-nos humildes ante a beleza da Terra e compartilhamos uma reverência pela vida e as fontes do nosso ser..."


O Dia da Terra foi criado em 1970 quando o Senador norte-americano Gaylord Nelson convocou o primeiro protesto nacional contra a poluição. É festejado em 22 de abril e a partir de 1990, outros países passaram a celebrar a data.

Sabe-se que a Terra tem em torno de 4,5 bilhões de anos e existem várias teorias para o “nascimento” do planeta. A Terra é o terceiro planeta do Sistema Solar, tendo a Lua como seu único satélite natural. A Terra tem 510,3 milhões de km2 de área total, sendo que aproximadamente 97% é composto por água (1,59 bilhões de km3). A quantidade de água salgada é 30 vezes a de água doce, e 50% da água doce do planeta está situada no subsolo. A atmosfera terrestre vai até cerca de 1.000 km de altura, sendo composta basicamente de nitrogênio, oxigênio, argônio e outros gases.

A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões de pessoas e a expectativa de vida é em média de 65 anos. Para mantermos o equilíbrio do planeta é preciso consciência dessa importância, a começar pelas crianças. Não se pode acabar com os recursos naturais, essenciais para a vida humana, pois não haverá como repô-los.

 O Dia da Terra é uma festa que pertence ao povo e não está regulada por somente uma entidade ou organismo, tampouco está relacionado com reivindicações políticas, nacionais, religiosas ou ideológicas.

O Dia da Terra refere-se à tomada de consciência dos recursos na naturais da Terra e seu manejo, à educação ambiental e à participação como cidadãos ambientalmente conscientes e responsáveis.

No Dia da Terra todos estamos convidados a participar em atividades que promovam a saúde do nosso planeta, tanto a nível global como regional e local. O pensamento deve ser global, mas a ação local, como é tratado na Agenda 21.

 O Dia da Terra é um importante acontecimento educativo e informativo!!!!!!

Os grupos ecologistas utilizam-no como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas.

Por esta razão e muitas outras tão importantes quanto, que este dia é o Dia da Terra!

Texto de referência: Wikipédia e Site Ambientebrasil, acesse o link abaixo para outras infromações:


Leiam abaixo, clicando no link, o texto "Dia da Terra, uma questão de atitude" de Marina Silva – Ex-Ministra do Meio Ambiente do Brasil e atual candidata a Presidência do Brasil:




12 abril 2010

GRANDES MESTRES DA PAZ 2


“Não há caminhos para a paz, a paz é o caminho.”

 
Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi ("Mahatma", do sânscrito "A Grande Alma"), foi um líder espiritual e pacifista indiano. Nasceu na cidade indiana de Bombaim, no ano de 1869. Foi tambem um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução. 
O princípio do satyagraha, freqüentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e antiracistas. Freqüentemente Gandhi afirmava a simplicidade de seus valores, derivados da crença tradicional hindu: verdade (satya) e não-violência (ahimsa).
Gandhi afirmou da necessidade de "uma paz real baseada na liberdade e igualdade de todas as raças e nações". Nos últimos anos de sua vida nos havia dito que "Violência é criada por desigualdade, a não- violência pela igualdade".Gandhi não apoiava a sua mensagem pacifista apenas nas palavras.
Toda a sua vida foi baseada nos princípios da paz, da verdade e da não violência. Foram esses valores que ele colocou a serviço da construção de um mundo melhor, um mundo mais pacífico, sem intolerância, ódio ou cobiça.

Alguns importantes ensinamentos do Mestre:

-A regra de ouro consiste em sermos amigos do mundo e em considerarmos como uma toda a família humana;
-A verdadeira educação consiste em pôr a descoberto ou fazer atualizar o melhor de uma pessoa. Que livro melhor que o livro da humanidade?;
-Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros;
-Ler e escrever, de per si, não são educação. Eu iniciaria a educação da criança, portanto, ensinando-lhe um trabalho manual útil, e colocando-a em grau de produzir desde o momento em que começa sua educação. Desse modo todas as escolas poderiam tornar-se auto-suficientes, com a condição de o Estado comprar os manufaturados produzidos por ela;
-Acredito que um tal sistema educativo permitira o mais alto desenvolvimento da mente e da alma. É preciso, porém, que o trabalho manual não seja ensinado apenas mecanicamente, como se faz hoje, mas cientificamente, isto é, a criança deveria saber o porquê e o como de cada operação;
-O mundo não é totalmente governado pela lógica: a própria vida envolve certa espécie de violência, e a nós nos nos compete escolher o caminho da violência menor;
-Acredito na essencial unidade do homem, e portanto na unidade de todo o que vive. Desse modo, se um homem progredir espiritualmente, o mundo inteiro progride com ele, e se um homem cai, o mundo inteiro cai em igual medida;
-O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo;
-Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio;
-A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos;
-Creio que a não-violência é infinitamente superior à violência, o perdão é mais nobre que a punição;
-A única revolução possível é dentro de nós...

09 abril 2010

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL 2

Baseado na proposta das multidimensões da vida humana e na consciência do indivíduo como potência de paz de Assagioli/ Mesquita e de Weil, temos a seguir os e eixos norteadores da educação para a cultura da paz:


Consciência Ambiental (A arte de viver bem com o meio-ambiente):

É quando os indivíduos (educandos) aprendem a conviver em harmonia com o meio ambiente (natural), ou seja, os educandos precisam ter consciência de que cada um de nós é indissociável da natureza, que somos uma parte dela e ao mesmo tempo ela faz parte de nós. É preciso que eles superem a “fantasia da separatividade”, que consiste em crer que o sujeito e o universo não guardam nenhuma relação com a natureza e consigam restabelecer unidade perdida.

 1- Educação Ecológica para a Paz: é a consciência das manifestações energéticas indissociáveis no plano da natureza: matéria (corpo físico), vida (energia vital) e informação (comunicação e expressão do amor universal, das leis da sabedoria que dá ordem ao universo), é preciso sensibilizar os indivíduos (educandos) para perceberem que não existem fronteiras entre a sua natureza e a do universo. Para atingir este estágio estes precisam através da consciência ecológica aprender algumas informações pertinentes ao assunto:

 - A preservação do meio ambiente (equilíbrio dos ecossistemas): é a consciência da proteção da natureza independentemente de seu valor econômico e/ou utilitário, apontando o homem como o causador da quebra deste “equilíbrio” e propondo cuidados e manuntenção das relações energéticas ambientais, porque se uma peça deste xadrez ecológico muda, uma série de alterações ocorrerão também. Em outras palavras, “tocar”, “explorar”, “consumir” e, muitas vezes até “pesquisar”, torna-se, então, uma atitude que fere tais princípios.

- A conservação do meio ambiente: é a consciência do amor à natureza, mas aliado ao seu uso racional e manejo criterioso pela nossa espécie, executando um papel de gestor e parte integrante do processo. Podendo ser identificado como o meio-termo entre o preservacionismo e o desenvolvimentismo, o pensamento conservacionista caracteriza a maioria dos movimentos ambientalistas, e é alicerce de políticas de desenvolvimento sustentável;

- Desenvolvimento Sustentável: é a consciência das políticas públicas ou privadas que buscam um modelo de desenvolvimento que garanta a qualidade de vida hoje, mas que não destrua os recursos necessários às gerações futuras. Redução do uso de matérias-primas, uso de energias renováveis, redução do crescimento populacional, combate à fome, mudanças nos padrões de consumo, equidade social, respeito à biodiversidade e inclusão de políticas ambientais no processo de tomada de decisões econômicas são alguns de seus princípios;

- A Reciclagem: é a consciência do reaproveitamento e da transformação de recursos materiais beneficiados como matéria-prima para um novo produto;

- A Prociclagem: é a consciência da reutilização dos recursos naturais e dos recursos materiais beneficiados dando uma outra utilidade, podendo ser similar e ou diferente da sua função inicial;

- A Coleta Seletiva do Lixo: é a consciência do recolhimento dos materiais (considerados como lixo) que são passíveis de serem reciclados, previamente separados na fonte geradora. Dentre estes materiais recicláveis podemos citar: Azul - Papel/Papelão; Amarelo - Metal; Verde - Vidro; Vermelho - Plástico; Marrom - Orgânico; Laranja - Resíduos perigosos; Preto - Madeira; Cinza - Resíduos gerais não recicláveis e ou misturados, ou contaminado não passível de separação; Roxo - Resíduos radioativos e Branco - Resíduos ambulatoriais (serviço de saúde).

CONSCIÊNCIA AMBIENTAL 1

O Sal da Terra


Beto Guedes

Composição: Beto Guedes - Ronaldo Bastos


Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar

Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir


Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amo
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver


A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da Terra

Terra
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã


Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com teus frutos
Tu que és do homem a maçã


Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Pra melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois


Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor


O Sal da Terra
A Paz da Terra

Nos atalhos abaixo você pode ver o clip e escutar esta bela música:

http://www.youtube.com/watch?v=YmDct14yAhs&a=Eh_FLptRSRY&playnext_from=ML

http://www.youtube.com/watch?v=FmzExNQJi3g&feature=related

08 abril 2010

CONSCIÊNCIA SOCIAL 2

Baseado na proposta das multidimensões da vida humana e na consciência do indivíduo como potência de paz de Assagioli/ Mesquita e de Weil, temos a seguir os e eixos norteadores da educação para a cultura da paz:

• Consciência Social (A arte de viver bem com os outros):

É quando os indivíduos aprendem a conviver com os outros, ou seja, aprendem a conviver de forma poética, estética, democrática, justa e pacífica com as pessoas da sua família, amigos, parentes, vizinhos,  na escola, na igreja e no trabalho, comunidade, sociedade, etc. Para desenvolver a paz social os educandos precisam ter consciência da sua cidadania no contexto socioeconômico e cultural onde vivem (realidade local) e também no mundo (realidade global). Este processo exige que façamos com que os indivíduos (educandos) saiam do estado de normose e da perspectiva niilista que eles têm em relação à vida, que compreendam que a violência não é normal/natural, e que é preciso que eles encontrem e ou dêem sentido à sua existência. Algumas leis e princípios podem ser buscados para que eles compreendam quais são seus direitos e deveres como cidadão para que “lutem” por justiça social.

1- Educação Social para a Paz: é a consciência da forma como nos relacionamos com os outros e vice-versa, os indivíduos  (educandos) precisam aprender a ter atitude reflexiva, flexível, pacífica e poética para compreender as relações humanas interpessoais, inter e intragrupais e internacionais; precisam também aprender a identificar fatores que favorecem e que travam à comunicação e as causas dos conflitos;

2- Educação Cultural para a Paz: é consciência dos conhecimentos, valores, consensos, opiniões, hábitos, atitudes, sentimentos, pensamentos, pontos de vista, estereótipos, preconceitos, comportamentos... e leis de uma determinada sociedade, os indivíduos (educandos) precisam aprender a compreender a forma como adquirimos, formamos e transformamos estes aspectos culturais e os meios onde estes valores são difundidos, como nas famílias, nas artes, nas religiões, nas escolas, nos centros culturais, na sociedade como todo e em especial nos meios de comunicação de massa (nas mídias) e nas publicidades, porque estas são os veículos de grande força para a difusão da paz, mas que infelizmente vem sendo usado na maioria das vezes para divulgar a cultura de violência; é necessário que eles compreendam também que existe uma diversidade cultural e que esta precisa ser trabalhar através da arte com a perspectiva pluri e intercultural;

3- Educação econômica para a Paz: é a consciência dos regimes econômicos que engendram os meios de produção da sociedade, os indivíduos  (educandos) precisam aprender a compreender e a questionar os aspectos violentos e as injustiças sociais impostas pelos sistemas econômicos atuais (neoliberal e capitalista), precisam aprender adotar mecanismos de consumo que não prejudiquem as relações pessoais, sociais e ecológicas, como a simplicidade voluntária, não ser consumista- consumindo somente o necessário que vá garantir a sua sobrevivência;

4- Educação Política para a Paz: é a consciência dos aspectos políticos que movimentam o poder na nossa sociedade, os educandos precisam aprender quais são os partidos políticos e as suas propostas ideológicas e a quem estas propostas se destina, se ao povo ou a interesses partidário-particulares; os indivíduos (educandos)  precisam compreender também quais são as leis que promovem, protegem os seus direitos e deveres como cidadão para contestar contextos de opressão e injustiça social e a ausência de democracia.

CONSCIÊNCIA SOCIAL 1

         
A Família - Tarsila do Amaral

"Eu sei e você sabe . Ele, sim, sabe também... O que é precisar de alguém. Eu sei e você sabe. Se não sabe, há de saber. Quem nunca precisou de alguém. Ainda está pra nascer. E assim que nascer logo precisará..."   (Trecho da Música  Comunidária de Gilberto Gil)



Depende de Nós

Ivan Lins

Composição: Ivan Lins / Vitor Martins

Depende de nós
Quem já foi
Ou ainda é criança
Que acredita
Ou tem esperança
Quem faz tudo
Pr'um mundo melhor...

Depende de nós
Que o circo
Esteja armado
Que o palhaço
Esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente
Precise sonhar...

Que os ventos
Cantem nos galhos
Que as folhas
Bebam orvalhos
Que o sol descortine
Mais as manhãs...

Depende de nós
Se esse mundo
Ainda tem jeito
Apesar do que
O homem tem feito
Se a vida sobreviverá...

Depende de nós!


No atalho abaixo você pode ver o clip e escutar esta bela música:

http://www.youtube.com/watch?v=alv1f6wZEr0&feature=related

07 abril 2010

CONSCIÊNCIA PESSOAL 2

Baseado na proposta das multidimensões da vida humana e na consciência do indivíduo como potência de paz de Assagioli/ Mesquita e de Weil, temos a seguir os e eixos norteadores da educação para a cultura da paz:

• Consciência Pessoal (A arte de viver bem consigo mesmo):

É  quando o indivíduo aprende a conviver consigo mesmo, através do autoconhecimento e da autodescoberta com o movimento da relação intrapessoal, com seu sucesso e seu fracasso, seus erros e acertos na vida. Neste sentido, todo  indivíduo precisa com a força da vontade e da luta se esforçar para desenvolver-se e (auto)transformar-se diariamente nos aspectos: mental, emocional, físico e psicoespiritual.

1- Educação Mental para a Paz: é a consciência dos nossos pensamentos e a utilização correta da mente, ela sendo geradora de pensamentos tanto positivos quanto negativos, os indivíduos (educandos) precisam aprender a ter consciência do fluxo das suas idéias, onde começa e onde termina para sintonizar e a harmonizar-se com a paz interior e com as vibrações externa de paz, e consequentemente evitar as vibrações destrutivas e violentas; a mente é o maior fator de paz, pois é nela que se inicia a idéia de que somos potências de paz e movimentar a vontade para harmonizar os outros aspectos da dimensão humana;

2- Educação Emocional para a Paz: é o encontro do indivíduo com o seu oceano de emoções e sentimentos através da consciência delas, sendo que esta se desarmoniza pelo excesso de emoções não transformadas em sentimentos superiores, causando dificuldades de relacionamento, os indivíduos (educandos) precisam aprender a (re) conhecer quais são àquelas que te prendem a cadeias de ressentimentos, ódios, raivas, ciúmes, medos, etc. que os desequilibra; e àquelas que te encaminham para um comportamento mais equilibrado, construtivo e amoroso que conduzem à paz;

3- Educação do Físico para a Paz: é a consciência corporal, ou seja, do seu próprio corpo e da energia vital que circula nele e (re) conhecer que nosso corpo é inteiro (espírito-psique-físico) não podendo mais ser visto de forma separada ou fragmentada; os indivíduos (educandos) precisam aprender a ter consciência: da respiração e das tensões, compreendendo seu próprio ritmo para relaxar as tensões que os sobrecarrega, do cuidado e da higiene pessoal para que tenham uma saúde perfeita, do cuidado com a alimentação correta e do equilíbrio entre o dueto (trabalho x repouso);

4- Educação Psicoespiritual para a Paz: é a consciência da transcendência e a conexão com o todo, com o infinito dentro de nós, os educandos precisam aprender a silenciar para ter consciência da sua intuição, da sabedoria que vem de dentro, da sua voz interior que os estimula à transformação e a ampliação da consciência; é preciso aprender que a vida humana, como cada um de nós experimenta, é semeada de dificuldades, provas, sofrimentos e desafios até que aprendamos a nos (re) conhecer como potências de paz, acionando assim paulatinamente o processo de transformação.

CONSCIÊNCIA PESSOAL 1


Caçador de Mim


Milton Nascimento

Composição: Luís Carlos Sá e Sérgio Magrão









Mulher ao Espelho de Picasso


Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atro
Manso ou feroz
Eu caçador de mim


Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrarLonge do meu lugar
Eu, caçador de mim


Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura


Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim


No atalho abaixo você pode ver o clip e escutar esta bela música:

http://www.youtube.com/watch?v=CfcDOaS-344

06 abril 2010

8 (OITO) METAS PARA O MILÊNIO



A ONU  (Organizações das Nações Unidas), apresentou 8 metas a serem cumpridas até 2015 na Declaração do Milênio.

As Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDM) surgem da declaração do milênio das Nações Unidas, adotada pelos 191 estados membros no dia 8 de setembro de 2000.

Criada em um esforço para sintetizar acordos internacionais alcançados em várias cúpulas mundiais ao longo dos anos 90, a declaração traz uma série de compromissos concretos que, se cumpridos nos prazos fixados, segundos os indicadores quantitativos que os acompanham, deverão melhorar o destino da humanidade neste século.

As 8 metas do Milênio estão sendo discutidas, elaboradas e expandidas globalmente em muitos países:

Meta 1
Erradicar a pobreza extrema e a fome:

Muitas pessoas sobrevivem com menos de $1,00 por dia. Mas, tal situação ja começou a mudar em pelo menos 43 países, cujos povos somam 60% da população mundial. O Brasil é um exemplo de sucesso, com dez anos de antecedência, conseguil cumprir a meta;

Meta 2
Atingir o ensino básico universal:

Cento e treze milhões de crianças estão fora da escola no mundo. A Índia se comprometeu a ter 95% das crianças frequentando a a escola já em 2005. Com as crianças alfabetizadas serão capazes de contribuir para a sociedade como cidadãos e profissionais;

Meta 3
Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres:

Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres e 80% dos refugiados são mulheres e crianças;

Meta 4
Reduzir a mortalidade infantil:

Todos os anos onze milhões de bebês morrem de causas diversas. Mas esse número vem caindo desde 1980. Quando as mortes somavam 15 milhões os indicadores de mortalidade infantil falaram por si;

Meta 5
Melhorar a saúde materna:

Nos países pobres e em desenvolvimento, as carências no campo de saúde reprodutiva levam a que cada 48 partos uma mãe morra. O acesso a meios que garantam direitos de saúde reprodutiva e a presença de pessoal qualificado na hora do parto serão portanto o reflexo do desenvolvimento de sistemas integrados de saúde pública;

Meta 6
Combater o HIV/AIDS, a malaria e outras doenças:

Em grandes regiões do mundo, epidemias mortais vêm destruindo gerações e ameaçando qualquer possibilidade de desenvolvimento. O MDM deverá centralisar-se aos países mais pobres e vulneráveis às doenças, sem descuidar da criação de condições ambientais e nutritivas que estanquem os ciclos de reprodução das doenças;

Meta 7
Garantir a sustentabilidade ambiental:

Um bilhão de pessoas ainda não têm acesso a água potável. Ao longo dos anos 90, no entanto, quase um bilhão de pessoas ganharam esse acesso à água bem como ao saneamento básico. Os indicadores identificados para esta meta são justamente indicativos da adoção de atitudes sérias na esfara pública. Sem a adoção de politicas e programas ambientais, nada se conserva adequadamente, assim como sem a posse segura de suas terras e habitações, poucos se dedicarão à conquista de condições mais limpas e sadias para seu próprio entorno;

Meta 8
Estabelecer uma parcela mundial para o desenvolvimento:

Muitos países pobres gastam mais com os juros de suas dívidas do que para superar seus problemas sociais. Já se abrem perspectivas, no entanto, para a redução da dívida externa de muitos países pobres muito endividados (PPME). Entre os indicadores escolhidos estão a ajuda oficial para a capacitação dos profissionais que pensarão e negociarão as novas formas para conquistar acesso a mercados e a tecnologias abrindo o sistema comercial e financeiro não apenas para países mais abastados e grandes empresas, mas para a concorrência verdadeiramente livre de todos.

QUAIS SÃO AS SUAS METAS PARA CONTRIBUIR COM A PAZ DE SI MESMO, DOS OUTROS E DO MUNDO?

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