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30 Janeiro 2012

CULTURA DA NÃO-VIOLÊNCIA



Você sabe o que é Não-Violência?


Gandhi foi o maior divulgador da Não-Violência em todo o mundo,  pregou uma lenta revolução pacifista em seu país, sem utilizar nenhuma espécie de arma, tentando libertar a Índia dos britânicos que governaram-na arbitrariamente. Gandhi queria que seu país fosse livre, que o povo não fosse tratado como escravo e que todos tivessem direitos iguais, independente do sexo, casta,  raça ou religião.

A palavra Não-Violência não foi inventada por Gandhi, ele sempre ressaltava que a não-violência era tão velha quanto as montanhas. Na verdade, é um termo sâncristo formado pelo prefixo negativo “A” e pelo substantivo "Himsa"  que significa "Violência" - "O desejo de causar dano ou de causar violência a um ser vivo", daí surgiu o termo "Ahimsa", que quer dizer "Não-Violência".

O Ahimsa é portanto: o reconhecimento das forças instintivas sobre a razão; o refreamento do ódio, a substituição da reação pela ação consciente; o domínio e a renúncia ao desejo de violência que há no interior do  homem e que o conduz a querer afastar, excluir, eliminar, odiar, agredir e matar o outro homem.

Contudo, dentro da visão de Gandhi, a definição do termo é a seguinte: “A não-violência perfeita é a abstenção completa da intenção de causar mal a qualquer ser vivo”.  “Em sua forma ativa, a não-violência é a tolerância para com qualquer ser vivo”.

Segundo o filósofo Jean-Marie Muller (Tradução de Inês Polegato), ele compreende que para  Gandhi: "A não-violência não é apenas nem em primeira instância um método de ação, é uma atitude, isto é, um olhar, um olhar de bondade para com o outro homem, sobretudo em relação ao homem diferente, o desconhecido, o estrangeiro, o intruso, o inoportuno, o inimigo, um olhar também de compaixão para com o homem oprimido, aquele que sofre a injustiça, a humilhação, o ultraje."

Outra palavra utilizada por ele para reforçar esta atitude de bondade  e complementar o ideal de  cultura da não-violência  foi "Sathya" que  também em sânscrito,  significa "Verdade". Com isso, o  tema central do pensamento e das ações do grande pacificador indiano, se baseava justamente nesses dois conceitos: "Ahimsa" e "Sathyagraha" que se resume na: Conquista da Verdade através do uso da Não-Violência.

Segundo seus biógrafos, toda a vida de Ghandi foi uma luta pela conquista da verdade e pela necessidade diária de praticar a não-violência. Suas falas, seus escritos, seus discursos,  seu comportamento; tudo invocava constantemente a verdade e a não-violência como  possibilidade de resistência pacífica. Segue abaixo, como exemplo, alguns dos seus pensamentos concernentes  a esta prática ideológica:


"A não violência nunca deve ser usada como um escudo para a covardia. É uma arma para os bravos."

"Quem busca a verdade, quem obedece a lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã."

"A humanidade não pode liberar-se da violência mais do que por meio da não-violência."

"A verdade jamais prejudica a uma causa que é justa."

"A violência é o medo aos ideais dos demais."

"A verdade é totalmente interior. Não há que a procurar fora de nós nem querer realizá-la lutando com violência com inimigos exteriores."

"O que se obtém com violência, somente se pode manter com violência."

"Unir a mais firme resistência ao mal com a maior benevolência para com o malfeitor. Não existe outro modo de purificar o mundo."


Ghandi viveu exatamente o oposto da violenta "Lei do Talião", que é a antiga lei do "olho por olho, dente por dente". Gandhi seguia a mesma ideologia dos grandes profetas: Sidartha Gautama "O Buda" e Jesus Cristo, onde  a não cooperação com o mal deveria ser um dever sagrado e de todos.

Ele acreditava que as religiões que separam seus fiéis uns dos outros, que não seguem a ideologia do amor e da unidade na diversidade, este um grande valor da cultura da não-violência, jamais poderá pregar a paz universal, pois não existe "aquela religião" que seja "a certa" - todos somos iguais e todos temos os mesmos direitos, ideologias diferentes existem, mas todos somos irmãos. Segue abaixo, outros exemplos  dos seus ricos  pensamentos relativo a importância do amor como superação da violência nas relações humanas:


"Olho por Olho, e o mundo acabará cego."

"A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos."

"O amor é a força mais sutil do mundo."

"Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio."


No mundo atual, a Não-Violência vem sendo amplamente utilizada em movimentos pela  construção da paz, pelo trabalho digno, pela necessidade de tolerância religiosa,  pela defesa do meio ambiente, pelos direitos das mulheres, etc.No entanto,  na sua essência a reflexão filosófica do princípio da não-violência era utilizada para fundamentar a humanidade do homem e na experimentação política dos métodos de ação não-violenta que permitem a resolução pacífica dos conflitos.

Para vencer a violência Gandhi  acreditava no desenvolvimento de uma Cultura da Não-Violência  e na educação, como a  maior força motriz deste princípio,  apostava no potencial humano, que estava  na necessidade do indivíduo de  conhecer a si mesmo, suas potencialidades e dificuldades para poder se  autogovernar e  colaborar com a Humanidade  em  torno  de   uma  cidadania  política, consciente, ética, verdadeira, justa amorosa  e  pacífica; daí ele afirmava que:


"A verdadeira educação consiste em obter o melhor de si mesmo. Que outro livro se pode estudar melhor do que o da Humanidade?"


Com isso, neste processo educacional faz-se necessário ampliar a percepção acerca desta proposição, daí  novamente Jean-Marie Muller  afirma que: "Gandhi  nos convidava a revisitar as heranças de nossas tradições históricas – tanto filosóficas, religiosas quanto políticas - e a tomar consciência de todas as cumplicidades com o império da violência mantidas até hoje por nossa cultura...".

Ainda segundo Muller, completando o pensamento anterior, nesta perspectiva gandhiana, ele  assinala dois aspectos que ameaçam o  desenvolvimento da Cultura  da Paz e da Não-Violência e que merecem a nossa atenção e reflexão dentro e fora das escolas:


- "O que ameaça a paz no mundo e em cada uma de nossas sociedades são as ideologias fundadas na discriminação e na exclusão – quer se trate de nacionalismo, racismo, xenofobia, integrismo religioso ou toda e qualquer doutrina econômica fundamentada apenas na procura pelo lucro – todas comprometidas com a ideologia da violência."


- "O que ameaça a paz, definitivamente, não são os conflitos, mas a ideologia que faz os homens acreditarem que a violência é o único meio de resolver tais conflitos. Essa ideologia ensina o menosprezo ao outro, o ódio ao inimigo; arma os sentimentos, os desejos, as inteligências e os braços. Ela instrumentaliza o homem fazendo dele um homicida com a consciência tranqüila. Portanto, é ela que deve ser combatida em primeiro lugar."


Como reflexão sobre este assunto tão instigante, fica a pergunta: É possível educar sem violência? Dentro dos príncipios da Não-Violência como nos ensinou Gandhi? Comente!



"A Não-Violência é a maior força da Humanidade"
Mahatma Gandhi


Fontes:






PS: O site do Comitê Paulista pela Decada da Cultura da Paz, publicou um artigo interessante, intitulado de "64 Maneiras de se praticar a Não-Violência", acesse o link abaixo e exercite-se com seus alunos, familiares, vizinhos, etc:

http://www.comitepaz.org.br/64_maneiras_1.htm


Muita Paz!

20 Janeiro 2012

PAZ, RESPEITO E TOLERANCIA RELIGIOSA


Sem respeito a dignidade humana e tolerância com as diferenças sejam elas: religiosa, sexual, socioeconomica, etnico-racial, de genero... dificilmente iremos construir um mundo com e em paz!

Necessitamos refletir sobre a importância da unidade na diversidade, porque a paz se aprende justamente nas adversidades; Deus nos fez diferentes, porem, nos deu o parentesco de irmandade, ou seja, de irmãos em Humanidades para que fosse garantida a nossa igualdade perante o oceano de sua Onisciência.

Na realidade, o que vemos é o contrário, irmãos em total estado defensivo, combatendo uns aos outros, prestes a criar uma guerra religiosa, ao invés de se amarem como o Mestre Jesus e muitos outros icones religiosos orientais e ocidentais nos ensinaram.

Deus é visto como se fosse diferentes Deuses, um para cada instituição religiosa, sendo que o mais contraditorio e que todos pregam um Deus Único; Mas, na convivência com os diferentes grupos religiosos, podemos observar que o que prevalece são os dogmas instituicionais e não o Amor que realmente nos une e que já deveriamos ter aprendido

Falta a todos nós a vivência do que mais interessa no processo religioso, que é a vivência dos valores ético-morais  para que assim aprendamos a ser mais fraternos e solidários uns com outros e não mais egoístas, ignorantes e alienados.

Penso que nós, só aprenderemos  a ter consciência religiosa e a viver a paz com as diferentes formas de  buscar e contactar Deus, no dia em que aprendermos a ter consciência espiritual e compreendermos que somos Espíritos vivendo uma realidade material; Que possuímos uma essência divina, com todo o potencial para a evolução na senda do bem, do amor, da paz, do belo, da verdade, da caridade, da justiça... a espera de ser despertada e vivenciada.

Deus é Único e é o nosso Pai Maior, somos os teus filhos, muitas vezes rebeldes, mas,  Ele nos ama como somos, independente da forma como O buscamos e O encontrarmos.

Necessitamos orientar nossos educandos e nossos irmãos em Humanidades que Deus está dentro e não fora, e que nenhum processo religioso deve ser  mais importante  que Ele; ajudá-los a percber que  nossas ações, pensamentos e sentimentos devem refletir os seus ensinamentos e só assim conseguiremos respeitar e tolerar as diferenças.

Participe de algum movimento em sua cidade e colabore com a Paz no mundo!

Muita paz para todos nós, definitivamente irmãos em Humanidades!

11 Janeiro 2012

GUIAS GRATUITOS DA EDUCAÇÃO


Acesse e visualize essas dicas. Para ampliar o cartaz basta clicar no + e dar zoom.


 SEJA UM MULTIPLICADOR!!!!

A Editora Abril, através do site Educar para Crescer, está disponibilizando cartilhas com ideias simples e rápidas para que todos nós possamos participar da melhoria da Educação.


No link abaixo (página do site da editora) você encontrará cartilhas interessantes e diferentes,  como: Guia Da Educação Infantil, Novo Guia Da Educação Em Família, Guia Da Educação Em Família - Alfabetização, Guia Da Educação Para Jovens, Guia Da Educação Em Familia Para Escolas Públicas, Guia Da Educação Em Familia Para Escolas Particulares, Guia Do Investimento Em Educação Para Empresários, Guia Do Voto Consciente.

 

Baixe, imprima e passe a idéia adiante!



06 Janeiro 2012

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA PARA A PAZ 4


              "Recuperar a unidade perdida significa reconquistar a paz"  Pierre Weil

Este importante livro de Pierre Weil, grande trabalhador da construção e divulgação da Cultura da Paz, abre espaço para refletirmos sobre a Educação para a Paz.

Em suas páginas, inicialmente, Weil fala sobre a complexidade da vida e da fragmentação imposta pelas ciências frente aos conhecimentos adquiridos pela humanidade, com a necessidade de retornar ao universal, à globalidade; para isso a educação para a paz seria o caminho integrando-se à arte de viver, assunto que também é de complexidade infinita e requer um tratamento holístico.

Ele alerta sobre o crescente interesse da humanidade pela mudança de uma realidade de guerra e violência por uma de paz, com  de indivíduos que rejeitam a fragmentação da vida que nos foi imposta ao longo de cinco séculos de império absoluto da razão.

E neste período de transformação nasceria uma nova percepção das coisas, que buscaria restituir a unidade ao conhecimento, com o objetivo de atingir a sabedoria e a plena consciência. Essa nova percepção é também chamada de “visão holística”.

Com esta visão holística, a Educação  para a Paz  deverá ser transdisciplinar e interculturalo encontro entre a ciência moderna, os estudos transpessoais e as tradições espirituais, devendo começar pelos próprios educadores, onde o exemplo de sua paz interior e da sua habilidade para irradiá-la e desenvolvê-la permitirá que  orientemos sem imposições os nossos educandos em seu processo individual de conscientização para a paz e das possíveis mudanças nos níveis: pessoal, social e ambiental. 

Com isso, um dos principais objetivos deste livro é indicar aos educadores os meios pelos quais, eles alcançarão a transformação da sua própria consciência e a dos seus alunos, sugerindo dados teóricos e recomendações que possam ser transformadas em planos de ação pedagógica.

Assim, cada exposição teórica será acompanhada de uma orientação metodológica que auxilie o educador a desenvolver ou despertar o sentimento pela paz.

Este livro não é um manual  com  teorias definitivas,  Weil sugere uma alternância entre estudo teórico e experiências vividas, confrontando o conteúdo deste manual com a sua prática e percebendo os conselhos que a vivência escolar lhe dá, só depois, retornar para o intelecto e tirar as próprias conclusões sobre o que é importante ou não como método. 


Neste link abaixo você terá um resumo comentado do livro:


Neste outro link você encontrará o texto do livro na íntegra para leitura, mas sugerimos que compre o livro fisicamente:

Boa Leitura!

Muita paz

29 Dezembro 2011

FELIZ ANO NOVO! FELIZ TRANS-FORMA-AÇÃO!


“Somos a transformação que queremos no mundo.”
Mahatma Gandhi
 

Abro espaço para esta publicação não só para desejar um Ano Novo cheio de realizações nas práticas da paz, do amor, do bem, do belo e do verdadeiro, como também para anunciar que 2012 será marcado como o "ano das ações", das atitudes proativas e afirmativas, no campo da prática.

Embora a promoção de  ações sejam importantes no ano vindouro, não podemos esquecer e ou negligenciar  os aspectos dos conhecimentos (teóricos), pois estes serão sempre necessários, não só para dar base  de sustentação a quaisquer projetos que estejamos imaginando e criando, como também para  nos ajudar no processo de libertação da ignorância, do medo, do egoísmo e de outros atavismos.

A palavra "ação" vem do verbo "agir" que significa: o estado ou processo de agir ou de fazer; , um ato ou algo feito ou realizado; atividade organizada para atingir um objetivo; a causa de uma mudança pelo exercício de poder ou de um processo natural; um movimento ou uma série de movimentos, a partir de um ato; uma a atividade vigorosa; um comportamento ou conduta; uma série de eventos e episódios que formam a trama de uma história, etc.

Toda ação feita de bom coração será bem-vinda! Por isso sugiro que cada um de nós crie e  inclua em nossa programação e na listas de objetivos para 2012, alguma ação importante para ajudarmos na construção da Cultura da Paz e Não-Violência Ativa.

Esta ação pacífica e pacifista (nunca passiva) poderá ser desde uma ação simples até uma complexa, desde que seja dentro das nossas reais possibilidades e da melhor forma que pudermos realizar, em casa com a família, no trabalho, na vizinhança, na comunidade, com a natureza, etc.

O mais importante é que no processo da construção da Cultura da Paz, a  ação pensada  deverá  produzir ou pelo menos  impulsionar  alguma  trans-forma-ação em nosso comportamento (vida) e  ou levar as  pessoas ao nosso redor  a  refletirem sobre a importância da mudança e das suas possibilidades de realização,  para que assim, possamos vislumbrar  novas formas de convivência e  viver com uma melhor qualidade de vida.

Já a palavra "transformação" vem do verbo "transformar" que significa: ato ou efeito de transformar (se); dar (nova) forma; converter; mudar;  transfigurar;  metamorfosear; transmudar; transmutar, resignificar, etc.

Como transformar é algo bem mais complexo e profundo do que imaginamos, que exige de nós um processo de aprendizagem,  não podemos deixar de lançar mão do tempo, pois mudar implica alteração das características mais relevantes das coisas e das situações e não somente uma modificação superficial e simplista para maquiar a realidade.

Portanto, se queremos realmente  um mundo melhor, mais  humano,  ético, feliz, pacífico e  amoroso;  menos violento, desvairado e agressivo  precisaremos dedicar nosso precioso tempo neste desafio, emulando ações transformadoras, sejam elas de opinião, de comportamento, de vida pessoal, social e ambiental...

Não esquecendo que todo processo de trans-forma-ação deve ser progressivo e contínuo, não podemos pensar que acontecerá da noite para o dia. A cada dia devemos nos esforçar para vivermos uma vida melhor (acertando-errando, mas sempre compreendendo(se), perdoando (se), amando (se).

E para concluir, é necessário que utilizemos mais a Arte, com todo o seu poder transformador em nossa vidas para que possamos (re) criar  e  (re) inventar novas possibilidades de viver a vida com paz, amor, beleza, bondade, caridade,  felicidade, verdade, ética, otimismo, gentileza...

Veja então, o clipe da canção "Tempo Rei" de Gilberto Gil, onde o tempo é simbolizado como um importante instrumento para nos ajudar a transformar as velhas formas do viver, clique no link abaixo:


http://www.youtube.com/watch?v=CTJdrLuNVzQ


Feliz Ano Novo, repleto de ações, tras-forma-ções e realizações!

Muita paz!

27 Dezembro 2011

MEDITAÇÃO PELA PAZ MUNDIAL

TERMINE O ANO COLABORANDO COM A PAZ DO MUNDO!

E COMECE O PRÓXIMO PROJETANDO UMA AÇÃO INDIVIDUAL E OU COLETIVA PARA A CONSTRUÇÃO DA CULTURA DA PAZ!


 


 
UMA DAS FORMAS DE CONSTRUIR A CULTURA DA PAZ  É ACESSARMOS INDIVIDUALMENTE E OU EM GRUPO O CAMPO DE RESSONÂNCIA MÓRFICA DA PAZ,  E É ATRAVÉS DA MEDITAÇÃO QUE CONSEGUIREMOS ESTE ACESSO!

NESTE DIA ESPECIAL (31/12 - ÀS 10H) ONDE ESTIVERES (EM CASA, NA RUA, NO TRABALHO, NO LOCAL DO ENCONTRO, CASO POSSA IR), NÃO IMPORTA O LUGAR, BASTA APENAS QUE VOCÊ USE TODA A SUA VIBRAÇÃO PARA A PAZ: RESPIRE, SILENCIE, PENSE, MENTALIZE, REFLITA, SINTA..., COLABORANDO COM A SUA ENERGIA PARA A PAZ DO MUNDO!

TODOS SOMOS POTÊNCIAS DE PAZ!

FELIZ ANO NOVO!

MUITA PAZ

23 Dezembro 2011

FELIZ NATAL PARA OS QUERIDOS LEITORES!



"Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu! Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo.

Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.

Torna-me puro como a água e alto como o céu. Que não haja lama nas estradas dos meus pensamentos nem folhas mortas nas lagoas dos meus propósitos. Faze com que eu saiba amar os outros como irmãos e servir-te como a um pai.

[...]

Minha vida seja digna da tua presença. Meu corpo seja digno da terra, tua cama. Minha alma possa aparecer diante de ti como um filho que volta ao lar.

Torna-me grande como o Sol, para que eu te possa adorar em mim; e torna-me puro como a lua, para que eu te possa rezar em mim; e torna-me claro como o dia para que eu te possa ver sempre em mim e rezar-te e adorar-te.

Senhor, protege-me e ampara-me. Dá-me que eu me sinta teu. Senhor, livra-me de mim."


Natal é a data para comemorarmos e refletirmos sobre o maior modelo e guia da Humanidade, o Mestre Jesus, em seu magnífico nascimento. Ele veio para este mundo acompanhado pela luz guia para ser orientado e  nos orientar  com todos os seus ensinamentos nas práticas do bem, do belo, da verdade, da caridade,  da paz  e  do amor,  é o nosso melhor e maior exemplo de como devemos agir em prol pela paz do mundo.

Jesus exaltou a harmonia da criatura perante a vida, o autoconhecimento, autoburilamento e   a  autotransformação como possibilidades de  aprendizagem  consciente para  a aquisição da  paz e do amor (Deus acima de todas as coisas = Paz com a Vida e a Natureza; o Próximo = Paz Social; como a Si Mesmo = Paz Pessoal).

A paz e o amor são o foco, a tônica para uma vida mais feliz, o maior presente que Ele nos deu e também, os presentes que devemos realmente oferecer aos nossos irmãos em humanidades. Então, que sejamos seres humanos melhores em 2012 e que neste Natal  possamos ser um grande presente para nós mesmos e para Jesus, investindo mais tempo e energia em nossas motivações interiores ( na satisfação da alma) e menos nas exteriores (satisfação dos sentidos.  

E como foi bem dito na oração "Senhor, livra-me de mim", no sentido de que o Grande Mestre nos ajude com sua luz  para que nos libertemos de nossas imperfeições, das más tendências, das paixões inferiores, dos prazeres egoícos, do orgulho, dos boicotes, dos vícios e hábitos perniciosos, da luta pelo poder, das ilusões do mundo, da fantasia da separatividade... enfim, dos nossos comportamentos desarmônicos que atrapalham a nossa existência e dos desencontros com a nossa essência divina.

Que possamos reencontrar e retornar à nossa essência divina, a nossa verdadeira natureza que é espiritual, aceitando e assumindo a vida com todas as suas possibilidades e responsabilidade; Conscientes de si e da realidade, buscando sempre um sentido para a vida  e o compromisso com a realização e cumprimento de nossas tarefas evolutivas, para que não nos boicotemos e nem a  destruamos em suas ricas oportunidades de ensino e aprendizagem.

Desejo para todos um Natal repleto de luz e mais vida para a nossa vida!

Clique no link abaixo e delicie-se com uma fantástica interpretação de Maria Bethânia para esta bela prece:

18 Dezembro 2011

EXERCÍCIO PARA A PAZ 3


Técnicas de Respiração para a Paz



Você já parou para observar a sua respiração? 

Se você respondeu sim, provavelmente você respira bem; Mas se você respondeu não, é bom parar um pouquinho e perceber que você e a maioria de nós respiramos de forma errada.

A respiração correta garante maior saúde física, emocional, mental e espiritual. A respiração, segundo Marilu Martinelli, em seu livro Educação em Valores Humanos, "É vida, pois nosso organismo se nutre da força vital contida na corrente eletromagnética da respiração. Sem a respiração o corpo fenece, a mente não funciona e a consciência que se expressa através do corpo, mente e espírito cessa de manifestar-se na forma física".

O uso correto da respiração ajuda-nos em todos os sentidos, principalmente  no melhor desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, quanto melhor for a respiração dos nossos educandos e também a nossa , melhor será o desempenho de todos, tanto na orientação e  assimilação dos conhecimentos, quanto na relações (intra) interpessoais.

Segundo o médico David Frowley, ratificando a colocação explicitada anteriormente por Martinelli : "Nossa energia vem, basicamente, da respiração (...) Se o cérebro não recebe a quantidade certa de oxigênio, não temos a energia vital suficiente para nos desenvolver e mudar".

A energia vital é a força que nos impulsiona  para à vida e nos dá disposição para as ações cotidianas, se queremos potencializar esta energia e contribuir para alcançar e manter a nossa saúde e bem-estar, necessitamos investir nosso tempo neste tipo de exercício. 

Por isso, para que  possamos  respirar de forma adequada, é necessário distinguir que a respiração pode ser feita duas formas:

  • A Respiração Diafragmática (lenta, longa, profunda, constante e ritmada): é quando respiramos corretamente, utilizamos o diafragma, que é um músculo que fica situado entre a cavidade torácica e a abdominal; melhorando a saúde física, mental e emocional, ajudando a eliminar o estresse, a ansiedade, a melhorar a concentração e o sono,  a purificar as células, a eliminar toxinas, a oxigenar melhor o cerébro e a melhorar a aprendizagem, elevando o estado de consciência para dar maior sensação de paz;
  • A Respiração Torácica (incompleta, curta, fracionada, instável e inconstante): é quando não respiramos com toda a nossa capacidade, utilizamos somente a parte superior do abdomem e assim comprometenos a nossa sáude física, mental e emocional, dificultando a eliminação de toxinas do organismo (intoxicação celular), provocando tensão musculares, acúmulo de gases, dor de cabeça, ansiedade, estresse, agitação, sonolência, cansaço, indisposição, doenças cardiovasculares e respiratórias, etc.  

Você sabia que respirar com consciência dá maior sensação de paz?
A paz, para se estabelecer  nos níveis: pessoal, social e ambiental necessita que seja aprendida, exercitada e conscientizada; sem consciência de si, da realidade e do mundo, não é possível construir a paz;  Então para utilizarmos nossa energia vital de forma a potencializar as nossas realizações e contribuir para a paz consigo próprio, com os outros e com a natureza, faz-se necessário respirar conscientemente.

Pois bem, respirar com consciência  é colocar a atenção no movimento do ar entrando e saindo do pulmão, respirando lenta e profundamente sempre que sentir necessidade. Separe uns dez minutos do seu dia, não importa o horário, o local, a situação - pode ser, inclusive, no pico de uma situação superestressante e começe a exercitar!


Técnica de Respiração Consciente para a Paz:

1.
Sente-se de forma confortável, com a coluna reta, para que a energia flua.;
2. Respire (inspire) profundamente, prenda o ar e expire lentamente;
3. Preste atenção no ritmo em que o ar entra e sai dos pulmões.
4. Aos poucos, vá controlando este intervalo, até que ele se torne bem espaçado;
5. Tente contar até dez enquanto inspira e, depois, quando solta a respiração, ou você pode utilizar algum tipo de mantra, como: "Eu sou Paz!" / "Aquieta-te e sabe: Vos sóis Deus!", etc;
6. Respita a operação quantas vezes for necessária, até que você sinta seu ser equilibrado e relaxado.

Quanto mais prolongadas as inalações, maior é a probabilidade de você fortalecer todo o seu corpo, controlar as emoções, acalmar a mente e fortalecer o espírito. Com isso, as preocupações, os medos, as atitudes depressivas, etc; por mais terríveis que sejam, acabam amenizadas, já que a energia passa a circular melhor por todo o organismo proporcionando bem-estar. Não se assuste caso venha a sentir um pouco de tontura, a sensação é normal, isso ocorre devido a falta de uma respiração correta e ao excesso de oxigênio que, de repente, passa a percorrer o organismo. 

Outras atividades auxiliares também podem ser associados em busca de melhorias na respiração, o esporte também pode ser um grande aliado, como natação, caminhada, futebol, etc; além d e outros exercícios alternativos como: RPG, pilates, acunpultura, meditação, yoga, etc.


Bom exercício respiratório e muita paz!!!


23 Novembro 2011

PAZ PARA A COMUNIDADE AFRODESCENDENTE




 
Você sabia que 2011 está sendo considerado o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes?

Para o povo afrodescendente, este é um ano muito especial, pois estão tendo a possibilidade de construir a arte de viver a paz em suas comunidades: com o reconhecimento do seu real valor históricocultural; com o reforço do combate ao preconceito, a marginalização, a  discriminação  e ao racismo; com a reparação das desigualdades socioeconômicas, além deste ano ser considerado o ano internacional dos afrodescendentes.

O ano de 2011 foi proclamado o “Ano Internacional dos Povos Afrodescententes” pela Organização das Nações Unidas (ONU), através da Resolução A/RES/64/169, e pela Organização dos Estados Americanos (OEA), Resolução AG/RES. 2550 (XL-O/10). Na Resolução da ONU estão explicadas as finalidades da iniciativa: “o fortalecimento de ações nacionais e a cooperação regional e internacional para o benefício das pessoas de descendência africana, para que elas gozem de direitos econômicos, culturais, sociais, civis e políticos, da participação e integração em todos os aspectos políticos, econômicos e sociais da sociedade e para promover maior conhecimento e respeito sobre sua herança cultural”.

Este ano e em todos os momentos devemos colaborar de forma proativa com esta causa totalmente  importante para todos nós, pois uma sociedade que quer ser realmente justa e pacífica não pode aceitar conviver com situações de profunda desigualdade e injustiça e de  situações de preconceito e marginalização, como as descritas pelo Relatório.

A Cultura da  Paz se faz com conscientização e aqui na Bahia temos o estado brasileiro e a capital mais negra das Américas e quiça do mundo, fora de alguns países eminentementes negros do continente africano, onde várias ações para o fortalecimento e conscientização da identidade negra   foram e são constantemente realizadas  por movimentos socioculturais de forte tradição afrodescendente, como por exemplo: o Ilê Ayê, Instituto Cultural steve Biko, o Olodum (e outros) que há décadas vêm tentando garantir a igualdade, a dignidade e a inclusão da população negra via cultura e educação.

Independente da tonalidade da pele, necessitamos estudar para conhecer e identificar os aspectos culturais da cultura negra que passou tanto tempo sem ser devidamente valorizada, desde o início da sua formação até à conteporaneidade (sendo importante ressaltar que de lá para cá já aconteceram mudanças significativas no continente africano), para a partir daí reconhecer que somos todos afrodescendentes, pois a identidade negra faz parte da nossa formação cultural como povo brasileiro e não pode ser mais negada ou negligenciada.

Que possamos fazer a nossa parte para o estabelecimneto desta consciência e pela ressignificação da nossa identidade negra, no local onde estivermos.

Faça algum comentário, colaborando com  algumas sugestões sobre esta temática!

Muita paz!

17 Novembro 2011

DIA INTERNACIONAL DA TOLERÂNCIA


A Tolerância pode e deve ser um dos valores trabalhados na escola e fora dela, de acordo à perspectiva da Educação para a Cultura da  Paz e Não-Violência Ativa. Sabemos que  a  condição humana caracteriza-se pela diversidade, mas basta observar mais atentamente a nossa sociedade, para percebermos  que a intolerância em relação ao “outro” continua a causar, dia após dia, grande sofrimento.   Indivíduos e comunidades inteiras são atacados constantemente e sempre são  alvos de violência,  devido à dificuldade da humanidade de aceitação da diversidade (diferença), em sua origem étnica, religião, sexual,  nacionalidade, etc.

Com isso, o  Dia Internacional para a Tolerância foi instituído pela ONU, como sendo o dia 16 de Novembro de cada ano, em reconhecimento à Declaração de Paris, assinada no dia 12 deste mês, em 1995, tendo 185 Estados como signatários. Foi instituído pela Resolução 51/95 da UNESCO.

A Declaração da ONU fez parte do evento sobre o esforço internacional do Ano das Nações Unidas para a Tolerância. Nela os estados participantes reafirmaram a "fé nos Direitos Humanos fundamentais" e ainda na dignidade e valor da pessoa humana, além de poupar sucessivas gerações das guerras por questões culturais, para tanto devendo ser incentivada a prática da tolerância, a convivência pacífica entre os povos vizinhos.


Foi então evocado o dia 16 de Novembro, quando da assinatura da constituição da UNESCO em 1945. Remetia, ainda, à Declaração Universal dos Direitos Humanos que afirma:
  1. Todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento, consciência e religião (Artigo 18);
  2. Todos têm direito à liberdade de opinião e expressão (Artigo 19);
  3. A educação deve promover a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações, grupos raciais e religiosos (Artigo 26).
"Somos uma unidade na diversidade", conscientizar-se desse princípio é a chave para a aprendizagem da tolerância no nosso dia-a-dia, este valor humano tão importante nos dias de hoje, necessita ser trabalhado todos os dias e não somente nesta data simbólica.

Muita paz!

Fonte: Wikipédia/ ONU/UNESCO


01 Novembro 2011

EDUCAÇÃO HOLÍSTICA PARA O SÉCULO XXI

EDUCAÇÃO 2000
UMA PERSPECTIVA HOLÍSTICA
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I. Posicionamento da Visão 

Preâmbulo 

Somos educadores, pais e cidadãos de diversas circunstâncias e movimentos educativos que compartilhamos uma preocupação comum pelo futuro da humanidade e de toda forma de vida na terra.
Estamos convencidos de que os sérios problemas que afetam aos sistemas educativos modernos refletem uma crise mais profunda de nossa cultura: a incapacidade da perspectiva industrial/ tecnológica predominante de guiar os direitos sociais e planetários que enfrentamos hoje, de uma maneira humana e vivificadora.
Cremos que nossos valores e práticas culturais predominantes, que incluem uma ênfase na competência sobre a cooperação, o consumo sobre o uso sustentável dos recursos, e a burocracia sobre a autêntica interação humana, tem sido destrutivos para a saúde do sistema ecológico assim também como para um desenvolvimento humano ótimo.
Ao examinar esta cultura em crise, também observamos que nossos sistemas de educação são anacrônicos e inoperantes. Em agudo contraste com o uso convencional da palavra educação, cremos que nossa cultura deve restabelecer o significado original da palavra que é "extrair". Neste contexto, educação significa ter suficiente paixão para extrair a grandeza que se encontra dentro de cada pessoa.
O objetivo deste posicionamento é proclamar uma visão alternativa da educação, uma educação que constitua uma resposta vivificante e democrática para a década de 1990 e mais adiante. Devido a que valorizamos a diversidade e favorecemos uma ampla variedade de métodos, aplicações e práticas, esta é uma visão que os educadores podem levar a cabo de várias maneiras. Não há unanimidade completa, nem entre aqueles de nós que aprovamos este documento, a respeito a cada uma das declarações que se apresentam aqui. A visão transcende a nossas diferenças e nos guia em uma direção que oferece uma solução humana à crise da educação moderna. 

Principio I.

Educação para o Desenvolvimento Humano 

Afirmamos que o objetivo primeiro, um efeito fundamental, da educação é sustentar as possibilidades inerentes no desenvolvimento humano. As escolas devem ser lugares que facilitem o ensino e o completo desenvolvimento de todos os educandos. O ensino deve enriquecer e aprofundar a relação com si mesmo, com a família e membros da comunidade, com a comunidade global, com o planeta e com o cosmos. Estas idéias vão sendo expressas eloqüentemente e postas em prática pelos grandes pioneiros do ensino, tais como Pestalozzi, Froebel, Dewey, Montessori, Steiner e muitos outros.
Lamentavelmente, o ensino público nunca tem tido o desenvolvimento humano ótimo como objetivo principal. A literatura histórica deixa claro que os sistemas escolares se organizaram com o objetivo de incrementar a produtividade nacional, incutindo hábitos de obediência, lealdade e disciplina. A literatura da "reestruturação" e de "excelência" das décadas de 1980 e 1990 estão muito afetadas todavia pela preocupação pela produtividade e a competição da economia nacional e com a possibilidade de processar as atitudes e os sonhos de uma nova geração com o objetivo de desenvolvimento econômico. Nós cremos que o desenvolvimento humano deve ter prioridade sobre o desenvolvimento econômico.
Fazemos um chamado a favor de um reconhecimento renovado dos valores humanos que estão sendo corroídos pela cultura moderna: harmonia, paz, cooperação, comunidade, honestidade, justiça, igualdade, compaixão, compreensão e amor. O ser humano é mais complexo, mais completo, que suas funções de produtor de cidadão. Se uma nação, por meio de suas escolas, de suas políticas de bem estar infantil e de sua afã de competição, não consegue sustentar o conhecimento de si mesmo, a saúde emocional e os valores democráticos, em última instância seu êxito econômico será minado pelo colapso moral da sociedade. Com efeito, isto já está ocorrendo, a julgar pela epidemia de drogas e dos problemas urgentes de delinqüência, alcoolismo, abuso de crianças, corrupção política e de escolas. Temos que criar seres humanos sadios se quisermos ter uma sociedade e uma economia sadias. É verdade que o sistema econômico requer que haja uma força de trabalho bem preparada e de confiança. A melhor maneira de conseguir uma força de trabalho assim é tratando os jovens em primeiro lugar como seres humanos e em segundo lugar como futuros produtores. Somente pessoas que vivem de forma completa, sadia e com sentido podem ser realmente produtivas. Fazemos um chamado a favor de um equilíbrio melhor entre as necessidades da vida econômica e aqueles ideais humanos que transcendem o econômico e que são necessários para uma atuação responsável. 

Princípio II.

Honrando os Estudantes como Indivíduos 

Fazemos um chamado para que se reconheça a cada educando, já sendo jovem ou adulto, como ser único e valioso. Isso significa aceitar as diferenças individuais e estimular em cada estudante um sentido de tolerância, respeito e apreço pela diversidade humana. Cada pessoa é criativa na forma inerente, tem necessidades e talentos únicos de tipo físico, emocional, intelectual e espiritual, e possui capacidade ilimitada para aprender.
Fazermos um chamado para que se investigue detalhadamente a validade das notas, qualificações e exames padronizados. Nós cremos que a função principal da avaliação é proporcionar ao estudante e ao professor informações que facilitem o processo de aprender. Opinamos que os pontos de avaliação "objetivos" não estão ao verdadeiro serviço do ensino e nem do desenvolvimento ótimo dos estudantes. Temos estado tão ocupados medindo o que é mensurável que temos descuidado daqueles aspectos de desenvolvimento humano que são imensuravelmente mais importantes. Além de descuidar importantes dimensões dos educandos, as provas padronizadas também eliminam aos que não podem ser padronizados. Em escolas inovadoras que estão tendo muito êxito pelo mundo, se está repensando as notas e os exames padronizados por avaliações personalizadas que permitem que os estudantes usem sua própria direção interna. O resultado natural desta prática é o desenvolvimento do conhecimento de si mesmo, da própria disciplina e de um entusiasmo autêntico por aprender.
Fazemos um chamado para que se apliquem em forma extensa os enormes conhecimentos que temos agora a respeito de maneira de aprender, inteligências múltiplas e as bases sociológicas da aquisição do conhecimento. Não existe nenhuma desculpara para impor tarefas, métodos e materiais em massa quando sabemos muito bem que qualquer grupo determinado de estudantes necessita aprender de forma distinta e por meio de atividades e estratégias diferentes. Os trabalhos que estão fazendo a respeito de inteligências múltiplas demonstram que se podem aproveitar os pontos fortes, como por exemplo no cinético, o musical, o visual-espacial para reforçar aspectos fracos, como o lingüistico e o lógico-matemático.
Questionamos o valor de certas categorias educativas como "superdotados", "limitados" ou "subnormais", e "em perigo de fracassar". Os educandos de todas as idades diferem enormemente através do espectro de atitudes, talentos, inclinações e circunstâncias. Ao classificar que um estudante não serve para descobrir seu potencial pessoal, simplesmente o define em relação as expectativas arbitrárias do sistema. O termo "em perigo de fracassar" é especialmente pernicioso : só serve para manter os objetivos competitivos e homogêneos do sistema educativo, ignorando as experiências e percepções pessoais que estão detrás das dificuldades de um estudante em particular. Sugerimos, ao contrário, que se transforme o ensino de maneira que se respeite a individualidade de cada pessoa, que possamos construir uma verdadeira comunidade educativa na qual cada um aprende de diferentes maneiras, que se ensine a cada um a valorizar seus próprios pontos fortes e que os potencialize para que se ajudem mutuamente. O resultado será que se satisfarão as necessidades de cada estudante. 

Princípio III.

O Papel Central da Experiência 

Afirmamos o que os educadores mais perceptivos estão debatendo durante séculos: a educação é assunto de experiência. A aquisição de conhecimento é um compromisso ativo e multisensorial entre uma pessoa e o mundo, um contato mútuo que outorga poder a quem aprende e lhe revela o rico significado do mundo. A experiência é dinâmica e cresce de forma contínua. O objetivo da educação deve ser o cultivo de um crescimento natural e sadio por meio da experiência; a educação não consiste em apresentar um "currículo" limitado, fragmentado, pré-digerido como se fosse um instrumento do conhecimento e da sabedoria.
Cremos que a educação deve conectar o educando com as maravilhas do mundo natural por meio de métodos que lhe façam embeber-se na vida e na natureza. A educação deve conectar o educando com o funcionamento integral da sociedade através de verdadeiro contato com a vida social e econômica da comunidade. A educação deve familiarizar o educando com seu próprio mundo interior por meio das artes, do diálogo sincero e de momentos de reflexão silenciosa, pois sem o conhecimento de seu próprio ser interior, todo conhecimento externo é superficial e sem sentido. 

Princípio IV.

Educação Holística

Fazemos um chamado a favor da integridade do processo educativo e da transformação das instituições e políticas educativas que se proponham a levar a cabo este objetivo. Integridade significa que cada uma das disciplinas acadêmicas proporciona nada mais que uma perspectiva diferente do rico, complexo, integrado fenômeno da vida. A educação holística celebra e faz uso construtivo de pontos de vista alternativos e em evolução da realidade e das formas múltiplas de conhecer. Não são somente aspectos intelectuais e vocacionais do desenvolvimento humano os que necessitam orientação e cultivo, mas também os aspectos físico, social, moral, estético, criativo e, em um sentido não sectário, espiritual. A educação holística leva em conta o profundo mistério da vida e do universo além da realidade e da experiência.
O holismo é um paradigma em ressurgimento, baseado na rica tradição de muitas disciplinas eruditas. O holismo afirma a interdependência inerente da teoria, a investigação e a prática em constante evolução. O holismo tem suas raízes na proposição que o universo é uma totalidade integrada na qual tudo está conectado. Esta proposição de integridade e unidade está em oposição direta ao paradigma de separação e fragmentação que predomina no mundo contemporâneo. O holismo corrige a falta de equilíbrio dos métodos reducionistas, colocando ênfase em um conceito expandido da ciência e do potencial humano. O holismo contém implicações de grande significado para a ecologia e a evolução humana e planetária. Estas implicações se discutem através de todo este documento. 

Principio V.

Novo Papel para os Educadores 

Fazemos um chamado a favor de uma nova compreensão do papel de professor. Sustentamos que o ensino é essencialmente uma vocação que requer uma mescla de sensibilidade artística e de uma prática cientificamente baseada. Muitos dos educadores que hoje se estão deixando enganar pela competição do profissionalismo: credenciais e certificações controladas de forma rígida, linguagem difícil de entender e técnicas especiais e uma separação a nível profissional dos temas espirituais, morais e emocionais que estão inevitavelmente conectados ao desenvolvimento humano. Nós sustentamos, ao contrário, que os educadores devem facilitar a aprendizagem, que é um processo orgânico, natural e não um produto que se possa criar segundo a demanda. Os professores necessitam de autonomia para projetar e estabelecer ambientes educativos apropriados às necessidades de seus alunos em particular.
Fazemos um chamado para estabelecer modelos na preparação de professores, que incluam o cultivo do próprio crescimento interior e do despertar criativo do professor. Quando os educadores se abrem a seu próprio interior, iniciam um processo de co-aprendizagem e co-criação com os discípulos. Nesse processo, o professor é o discípulo e o discípulo é professor. O ensino requer uma sensibilidade apurada aos caminhos do desenvolvimento humano, não um pacote predeterminado de métodos e materiais. Fazermos um chamado para formar educadores que tenham o educando como centro, que mostrem reverência e respeito pelo indivíduo. Os educadores devem estar atentos e conscientes das necessidades de cada educando, de suas diferenças e atitudes e ter a capacidade de responder a essas necessidades a todo nível. Os educadores devem em todo momento considerar a cada indivíduo no contexto da família, da escola, da sociedade, da comunidade global e do cosmos.
Fazemos um chamado para liberar a burocracia dos sistemas escolares, para que as escolas (assim como os lares, os parques, o mundo natural o lugar de trabalho, e todos os lugares de ensino) possam chegar a ser lugares de verdadeiro encontro humano. A literatura de reestruturação atual põe ênfase na "obrigação de dar conta", colocando o professor a serviço dos administradores e dos que ditam os planos. Nós sustentamos, ao contrário, que o educador deve dar conta, sobre tudo, a juventude que trata de compreender o significado do mundo que herdará algum dia. 

Princípio VI.

Liberdade de Escolher 

Fazemos um chamado em favor de oportunidades verdadeiramente substanciais de eleição em cada etapa do processo de aprendizagem. A educação verdadeira tem lugar somente em uma atmosfera de liberdade. É imprescindível ter liberdade de indagação, de expressão e de crescimento como pessoa. Em geral, aos estudantes deveria ser permitido uma autêntica seleção do processo de sua aprendizagem. Sua voz deveria ter suficiente peso em determinar o currículo e os procedimentos disciplinários, de acordo com sua capacidade de assumir tal responsabilidade. Porém, reconhecemos que alguns métodos de instrução deverão continuar em sua maior parte ter a tutela de pessoas adultas, seja devido a convicções filosóficas ou porque estão a serviço de grupos especiais de estudantes. O ponto é que as famílias e os estudantes necessitam ter a liberdade de escolher tais métodos, assim como também de não aceitá-los.
As famílias deveriam ter acesso a uma grande variedade de opções educativas nos sistemas de escolas públicas. Em lugar do sistema atual que oferece apenas um par de "alternativas", a educação pública deveria consistir em numerosas alternativas. Já não existe lugar para que a educação pública imponha uma cultura homogeneizada em uma sociedade diversa.
As escolas privadas seguem sendo necessárias, pois estas tendem a ser mais receptivas a inovações de amplo alcance, e têm a capacidade de incorporar os valores de comunidades, sejam religiosas ou de outro tipo. As famílias deveriam ter liberdade de educar a seus filhos em casa, sem interferência indevida das autoridades públicas. O ensino não fracionário no lar tem demostrado ser vivificadora educacional, social e moralmente, para muitos filhos e famílias. 

Princípio VII.

Educar para Participar na Democracia 

Fazemos um chamado a favor de um modelo de educação verdadeiramente democrático que potencialize a todos os cidadãos para que participem de maneira significativa na vida da comunidade e do planeta. Construir uma sociedade verdadeiramente democrática significa muito mais que permitir que o povo vote por seus líderes : significa potencializar a cada indivíduo para que participe de forma ativa nos assuntos de sua comunidade. Uma sociedade verdadeiramente democrática é muito mais que o "governo da maioria": é uma comunidade na qual se percebam as diferenças e onde se levem em conta os interesses humanos. É uma sociedade aberta a troca construtiva quando se requer uma troca social ou cultural.
Para poder manter uma comunidade assim, a sociedade deve estar fundamentada em um espírito de solidariedade por parte de seus cidadãos, em um desejo de compreender e experimentar compaixão pelas necessidades dos demais. Tem que ter um reconhecimento das necessidades humanas comuns que unem as pessoas semelhantes, em nações e na comunidade planetária. Deste reconhecimento deve surgir preocupação pela justiça. Para conseguir estes altos ideais, se deve facilitar que os cidadãos pensem de forma crítica e independente. A verdadeira democracia depende de um povo capaz de distinguir a verdade da propaganda, dos interesses comuns e das fórmulas partidaristas. Nesta época em que se pratica a política por meio de fórmulas breves e relações públicas não recomendáveis, o exame crítico é mais vital do que nunca para preservar a democracia.
Todas estas são tarefas educativas. Mas o processo de ensinar e aprender não pode cultivar estes valores a menos que os personifique em si mesmo. O ambiente mesmo do ensino deve girar em torno da solidariedade, e das necessidades humanas compartilhadas, a justiça, e ao estímulo de uma forma de pensar original e crítica. Realmente esta é a essência da verdadeira educação; é o ideal socrático, que muito raramente se está praticando nos sistemas educativos.

Princípio VIII.

Educar para ser Cidadãos Globais 

Cremos que cada um de nós, separados ou não, é um cidadão do mundo. A experiência humana é muito mais ampla que a de valores ou formas de pensar de uma cultura em particular. Na nova comunidade global que está amanhecendo, estamos colocando em contato, como jamais antes na história da humanidade, com culturas e percepções do mundo muito diversas. Cremos que já é hora que a educação cultive o apreço pela magnífica diversidade da experiência humana e pelo potencial perdido ou todavia desconhecido que existe dentro dos seres humanos. A educação na época global necessita dirigir-se a aquilo que é mais plenamente, mais universalmente humano na geração jovem de todas as culturas.
A educação global se baseia em um enforque ecológico que coloca ênfase na conexão e dependência mútua da natureza com a vida e a cultura humana. A educação global facilita o reconhecimento do papel de todas pessoas na ecologia planetária, que inclui a família humana e a todos os demais sistemas da terra e do universo. Um dos objetivos da educação global é abrir as mentes. Isto se consegue por meio de estudos interdisciplinares, de experiências que facilitam a compreensão, a reflexão e o pensamento crítico e respostas criativas. A educação global nos recorda que toda educação e toda atividade humana necessitam descansar nos princípios que regem aos sistemas ecológicos com êxito. Estes princípios incluem os benefícios e a diversidade, o valor da cooperação e do equilíbrio, as necessidades e direitos dos participantes, e a necessidade de sustentação dentro do sistema.
Outros componentes importantes da educação global incluem a compreensão das causas dos conflitos assim como a experiência dos métodos de resolução de conflitos. Ao mesmo tempo, é essencial explorar temas sociais tais como direitos humanos, justiça, pressões do excesso de população e desenvolvimento, para compreender em forma precisa as causas da guerra e das condições para a paz.
Posto que as religiões e tradições espirituais do mundo têm um impacto tão grande, a educação global fomenta a compreensão e apreço delas, como também dos valores que elas proclamam, incluindo a busca da transcendência, do amor, da compaixão, da sabedoria, da verdade e da harmonia. Para tanto, a educação global se dirige a aquilo que é humano no seu sentido mais completo e universal. 

Princípio IX.

Educar para uma Cultura Planetária 

Cremos que a educação deve surgir organicamente de um profundo respeito pela vida em todas as suas formas. Devemos cultivar uma relação entre o humano e o mundo da natureza que seja sustentável e não exploradora. Isto está no centro mesmo da nossa visão para o século vindouro. O planeta Terra é um sistema vivo extremamente complexo, mas fundamentalmente unitário; é um oásis de vida no escuro vazio do espaço. A ciência pós-newtoniana, a teoria dos sistemas e outros avanços recentes do pensamento moderno já reconheceram que ensinaram durante séculos algumas das tradições espirituais e mitológicas antigas : que o planeta, e toda vida em si, constituem uma entidade interdependente. As instituições econômicas, sociais e políticas devem engendrar um respeito profundo por esta interdependência. Todos devemos reconhecer a necessidade imperativa de cooperação global e sensibilidade ecológica, se a humanidade espera sobreviver neste planeta. Nossos filhos necessitam de um planeta sadio no qual possam viver, aprender e crescer. Necessitam ar e água puras, a luz do sol e um solo fértil e todas as outras formas de vida que constituem o sistema ecológico da Terra. Um planeta enfermo não pode manter filhos sadios.
Fazemos um chamado por uma educação que promova uma cultura planetária que inclua consciência da interdependência do planeta, a congruência do bem estar pessoal e global, o papel e o alcance da responsabilidade individual. A educação necessita estar arraigada em uma perspectiva global e ecológica para poder cultivar nas gerações jovens o apreço por uma profunda inter-relação com toda vida. A educação planetária engloba uma avaliação holística de nosso planeta e dos processos que sustentam a vida. O aspecto central deste estudo é o conhecimento dos sistemas básicos que sustentam a vida, as fontes de energia, os ciclos, as interdependências e as trocas. A educação planetária é um campo integrado que inclui a política, a economia, a cultura, a história e os processos de troca a nível pessoal e social. 

Princípio X.

Espiritualidade e Educação 

Cremos que todas as pessoas são seres espirituais em forma humana, que expressam sua individualidade através de seus talentos, capacidades, intuição e inteligência. Da mesma maneira que uma pessoa se desenvolve física, emocional e intelectualmente, ela também se desenvolve espiritualmente. A experiência e o desenvolvimento espirituais se manifestam em forma de uma profunda conexão consigo mesmo e com os demais, uma consciência do significado e propósito da vida diária, uma experiência de totalidade e interdependência da vida, uma pausa na atividade frenética, e nas pressões e estímulos da vida contemporânea; o conjunto da experiência criativa e um respeito profundo pelo mistério da vida. A parte mais importante, mais valiosa de uma pessoa é sua vida interior, subjetiva: a individualidade ou alma.
A ausência da dimensão espiritual é um fator crucial na conduta auto destrutiva. O abuso das drogas e do álcool, a sexualidade vazia, o crime e a desintegração da família, tudo proveniente de uma busca na forma errada de conexão, mistério e significado e uma fuga do sofrimento de não ter uma fonte autêntica de realização.
Cremos que a educação deve cultivar o crescimento sadio da vida espiritual em vez de produzir violência com uma constante valorização e competição. Uma das funções da educação é ajudar a compreender que tudo na vida está conectado a tudo mais. Em todas as grandes tradições do mundo, a ética desta tomada de consciência se expressa com: "O que faço aos demais, me faço a mim mesmo". O ato de potencializar uma pessoa é igualmente fundamental ao conceito de conexão. Se todos estamos conectados a todos e a todos os demais, então cada pessoa pode, de fato, fazer a diferença.
Ao estimular um profundo sentido de conexão com os demais e com a Terra em todas as suas dimensões, a educação holística fomenta um sentido de responsabilidade em si mesmo, com os demais e com o planeta. Cremos que esta responsabilidade não é uma carga, senão algo que se assume devido a uma consciência de conexão e potencialização. A responsabilidade individual, de grupo e global se desenvolve fomentando a compaixão que faz com que uma pessoa queira aliviar o sofrimento dos outros, inculcando a convicção de que a troca é possível e oferecendo os instrumentos que façam possível essas trocas. 

Conclusão 

Ao entrarmos no século 21, muitas de nossas instituições e profissões estão entrando em um período de profunda troca. Os que trabalhamos em educação estamos empenhados a darmos conta do que a estrutura, os objetivos e os métodos de nossa profissão foram desintegrados para uma época histórica que se chega agora a seu fim. É chegada a hora de transformar a educação para poder fazer frente aos rumos humanos e do meio ambiente que se nos apresentam.
Cremos que a educação nesta nova era deve ser holística. A perspectiva holística é o reconhecimento que toda vida neste planeta está conectada entre si de inumeráveis maneiras, profundas e imperceptíveis. A vista da Terra suspensa sozinha no negro vazio do espaço, destaca a importância de ter uma perspectiva global ao tratar com as realidades sociais e educativas. A educação deve promover respeito pela comunidade global da humanidade.
O holismo coloca ênfase no desafio de criar uma sociedade sustentável, justa e pacífica em harmonia com a Terra e suas formas de vida. Implica sensibilidade ecológica, respeito profundo tanto por culturas indígenas como pelas modernas, assim como pela diversidade de formas de vida do planeta. O holismo trata de expandir a maneira em que nos vemos a nós mesmos e a nossa relação com o mundo, celebrando nosso potencial humano inato: o instintivo, emotivo, físico, imaginativo e criativo, assim como o racional, lógico e verbal.
A educação holística reconhece que os seres humanos buscam significado, não somente informações e habilidades, como aspecto intrínseco de um desenvolvimento completo e sadio. Cremos que somente seres humanos sadios e realizados podem criar uma sociedade sadia. A educação holística cultiva as aspirações mais altas do espirito humano.
A educação holística não é um currículo ou uma metodologia determinados; é um conjunto de proposições que incluem o que segue:
  • A educação é uma relação humana dinâmica, aberta;
  • A educação cultiva uma consciência crítica dos muitos contextos na vida dos educandos: moral, cultural, ecológico, econômico, tecnológico, político;
  • Todas as pessoas possuem vastos potenciais múltiplos que somente agora estamos começando a compreender. A inteligência humana se expressa por meio de diversos estilos e capacidades todos os quais devemos respeitar;
  • O pensamento holístico inclui modos de conhecer intuitivos, criativos, físicos e em contexto;
  • A aprendizagem é um processo que dura toda a vida. Todas as situações da vida podem facilitar o aprender;
  • A aprendizagem é tanto um processo interno de descobrimento próprio assim como uma atividade cooperativa;
  • A aprendizagem é ativa, com motivação própria, que presta apoio e estímulo ao espírito humano;
  • Um currículo holístico é interdisciplinar e integra as perspectivas globais e da comunidade. 

Esta conclusión es La Declaración de Chicago sobre la Educación, adoptada por 80 educadores holísticos internacionales en Chicago, Illinois, en junio de 1990.