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27 maio 2010

NOTICIA IMPORTANTE!!!!

Pnud: 90,1% veem crescimento da violência no País

"Pesquisa inédita feita pelo Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento (Pnud) mostra que 90,1% dos brasileiros têm a percepção de que a violência vem crescendo no País. Além do porcentual bastante expressivo, o que chama a atenção é que, para 23% dos entrevistados, não é (somente) a violência praticada por bandidos que mais incomoda, mas sim, aquela vivenciada em casa..."

Leia a reportagem completa no Jornal A Tarde On Line, clicando no link abaixo:

http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=2511396

25 maio 2010

VOCÊ SABE DIFERENCIAR A AGRESSIVIDADE, A INDISCIPLINA E O CONFLITO?‏



Para falar sobre os tipos e as causas mais comuns na formação da violência nas escolas, torna-se importante também que aprendamos a diferenciar outros conceitos relacionados ao assunto que norteiam as relações humanas neste ou em outros espaços, como a Agressividade, a Indisciplina e o Conflito e assim evitar possíveis  distorções ao lidarmos com a temática da violência:

Agressividade: entende-se que ela faz parte da conduta humana, ou seja, é uma das funções do instinto natural de preservação. Segundo Jares (2002), pode ser negativa em si mesma, mas positiva e necessária como força para a auto-afirmação física e psíquica do indivíduo e ou grupo, sendo especialmente configurada pelos processos culturais de socialização. Muitas pessoas confundem agressividade com violência, justamente porque estas palavras mesmo tendo diferenças em seus sentidos, são constantemente utilizadas pela mídia de forma banalizada. Então, entender a agressividade como modo de afirmação, de auto-significação, ou de força para impulsionar a vida, desfaz esta percepção errada sobre o assunto e nos encaminha para ajudar os indivíduos (os educandos) a canalizar esta manifestação de forma mais saudável e a construção de uma personalidade não-violenta.

Indisciplina: pode se dizer que é qualquer ato ou omissão que contraria alguns princípios do regulamento interno ou regras básicas pré-estabelecidas por uma autoridade ou simplesmente, a falta de limites e respeito de um individuo que tem dificuldade de se autogovernar. A indisciplina é uma resposta à autoridade do professor, dos pais, chefe, etc. O indivíduo porque não está de acordo com as exigências da autoridade, com os valores que eles pretendem impor ou transmitir, não os aceita e age com comportamentos indesejados. Os motivos da indisciplina podem ser extrínsecos, tais como: problemas familiares, dificuldade de inserção social ou escolar, excessiva proteção dos pais, carências sociais, forte influência de ídolos violentos, etc. Ou intrínsecos, como desmotivação, desinteresse, insucesso escolar, imaturidade, problemas de aprendizagem, etc. É necessário então, observar e identificar se o individuo é realmente indisciplinado ou se passa por um alguma de dificuldade dentro ou fora da sua realidade. Hoje a indisciplina é um problema consideravelmente complexo para a escola e para a sociedade como um todo e o seu contraponto, a disciplina requer um aprendizado gradativo, permanente e existe investimento por parte da escola. Parafraseando Paulo Freire o que se pode dizer de mais procedente sobre o assunto: é que “Ninguém disciplina ninguém, mas por outro lado ninguém se disciplina sozinho. Os homens se disciplinam em conjunto, intermediados pela realidade do mundo.”

Conflito: antes de qualquer coisa é importante compreender que onde há vida possivelmente existirá conflitos, pois os conflitos são a matéria-prima da realidade, a trama da vida. Para Jares (2002), conflito é um processo natural, necessário e potencialmente positivo para as pessoas ou grupos sociais. É uma das forças motivadoras de mudanças pessoais, sociais e educativas, é um elemento criativo para solucionar problemas nas relações humanas. Mas, o próprio autor ressalta que esta definição nem sempre foi assim positiva. A visão tradicional que a maioria das pessoas tem do conflito é como algo negativo, indesejável, desagradável, aberrante, associado sempre a violência e que precisa se evitado a todo custo. Outro aspecto importante é que muitas vezes pensamos que conflito tem relação somente no confronto com a outra pessoa, mas, eles também moram dentro de nós. E geralmente entramos em conflito quando a nossas necessidades básicas não são atendidas e isso se agrava quando não sabemos distingui-las dos desejos pessoais.

Trazer estes temas explicitados anteriormente é de uma relevância muito grande para entendermos a violência, mas que nem sempre é confortável para a comunidade escolar porque muitos educadores pensam que estes assuntos não combinam com o papel construtivo e pacificador da escola. Mas, neste momento não podemos tratar estes assuntos com neutralidade, já que convivemos o tempo todo com situações conflituosas. A escola também não pode ser mais pensada como refém de um entorno hostil, em muitas situações como disse anteriormente, ela própria é uma reprodutora de comportamentos agressivos, quando não violentos.
 
E você, caro leitor, sabe diferenciar a Agressividade, da Indisciplina e do Conflito na escola e na vida, comente!!!
 

18 maio 2010

VIOLÊNCIA



Violência

Titãs
Composição: Sérgio Britto / Charles Gavin

O movimento começou, o lixo fede nas calçadas
Todo mundo circulando, as avenidas congestionadas


O dia terminou, a violência continua...
Todo mundo provocando todo mundo nas ruas


A violência está em todo lugar
Não é por causa do álcool,
Nem é por causa das drogas


A violência é nossa vizinha
Não é só por culpa sua
Nem é só por culpa minha


Violência gera violência


Violência doméstica, violência cotidiana
São gemidos de dor, todo mundo se engana


Você não tem o que fazer, saia pra rua
Pra quebrar minha cabeça ou pra que quebrem a sua


Violência gera violência


Com os amigos que tenho não preciso inimigos
Aí fora ninguém fala comigo
Será que tudo está podre, será que todos estão vazios?


Não existe razão, nem existem motivos
Não adianta suplicar porque ninguém responde
Não adianta implorar, todo mundo se esconde


É difícil acreditar que somos nós os culpados
É mais fácil culpar deus ou então o diabo


Violência gera violência...

No atalho abaixo você pode escutar e refletir sobre esta música:

http://www.youtube.com/watch?v=E6kKSgoopbE
 

17 maio 2010

FORMAÇÃO DA CULTURA DA VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS


Para compreendermos melhor como se  processa a formação da  violência nas escolas,  um dos primeiros e mais significativos  passos,  é o claro  entendendimento de que as formas mais comuns de violência podem ser agrupadas, segundo Schillig (2005, p. 12 a 14) em (3) três categorias, das quais acrescentei mais uma (quarta) categoria* que considero também importante e a autora não cita:

1- Violência contra a escola: geralmente quando se fala de violência neste aspecto, fica caracterizado como a depredação do patrimônio material da escola, como: pichações, destruição de equipamentos, bombas nos banheiros, materiais e equipamentos roubados, etc. Mais também podemos classificar como: os desvios de verbas destinadas à educação, abandono dos prédios escolares, péssimas condições de trabalho e estudo, baixos salários dos professores, desprestigio social da profissão, mudanças constantes de propostas pedagógicas, papel ambíguo frente à sociedade, etc.

2- Violência da escola: geralmente é a violência da sua própria dimensão institucional, profundamente vinculada à violência contra a escola, reproduzindo a sociedade como ela é. Se a sociedade é desigual, a escola reproduz sistematicamente a desigualdade e os conflitos que aí existem entre gerações de classes, de etnia, de gênero, de posição social, de status, de religião e entre saberes. Podemos destacar: a discriminação e o preconceito entre alunos, entre professores e ambos, o fracasso da função da escola (educar), não oferecimento do processo ensino-aprendizagem de qualidade, a confusão entre o comportamento particular e o público, etc. E como conseqüência disso tudo teremos uma instituição marcada pela dinâmica de vitimização e agressão, onde alunos e professores desmotivados pelo processo se sentem vitimizados, indiferentes e agressivos e daí surge uma série de outros problemas, como: as faltas, evasão, reprovação, abandono, a frustração do aluno que não aprende e a do professor que não atinge seus objetivos, etc.

3- Violência na escola: as outras duas categorias citadas anteriormente, violência contra e da escola formam o que se chama de violência na escola. Podemos dizer que é uma violência potencializada em suas múltiplas dimensões (familiar, urbana e estrutural) condensando-se no cotidiano escolar. Como: o roubo e o furto, agressões físicas, morais, psicológicas, simbólicas, assedio moral, brigas, ameaças, ofensas, bullying escolar³, desinteresse, falta de sentido da escola para os profissionais da educação, para os educandos e para comunidade, violência intrafamiliar e da comunidade que chega ao cotidiano escolar, alguns casos raros de morte, etc.

4- Violência no entorno da escola*: é também conhecida como violência dura, segundo a UNESCO (Organização Mundial das Nações Unidas), esta é a violência que ocorre como resultado de atos criminosos que invadem o ambiente escolar. Este tipo de violência está sempre relacionada a uma comunidade que convive com a insegurança, com as ameaças de marginais, gangues ou traficantes que agem como uma espécie de poder paralelo nestes locais, devido ao descaso dos poderes públicos com as comunidades mais carentes.


E a sua escola?  Quais são as formas mais comuns de violência?  Comente postando no comentário,  é muito importante saber, para aprendermos a lidar com esta lamentável realidade! 

10 maio 2010

A VIOLÊNCIA (NA ESCOLA E NA VIDA)



“As guerras (a violência) nascem no espírito dos homens, e é nele, primeiramente que devem ser erguidas as defesas de paz.”  Frederico Mayor

Nos últimos anos, pela confusão que se faz com os conceitos entorno do tema violência, evocar a imagem de escolas violentas, tornou-se clichê entre os educadores, principalmente nos centros urbanos. 

A violência urbana é de fato, um grande problema social, mas não podemos generalizar, pois mesmo que uma escola sofra com a violência gerada em seu entorno, é importante lembrar que há muito menos violência na escola do que no contexto geral da sociedade e que a escola não apenas incorpora as ameaças do seu ambiente externo, como ela mesma também produz muitos conflitos, embates e exclusões.

Sabemos que ela é difundida e produzida por inúmeras instâncias da nossa sociedade, como a própria escola, o sistema econômico, a família, instituições religiosas, partidos políticos, agremiações esportivas, sindicatos, etc. e que muitas vezes estas mesmas instituições não se dão conta, que de uma forma consciente ou inconsciente elas investem nesta prática.

É preciso que todos nós tenhamos consciência que somos co-responsáveis por esta situação e não existe uma causa absoluta para um ato de violência, mas múltiplas causas, que não devem ser observadas isoladamente.

Infelizmente, o que podemos constatar nos últimos anos é que a violência vem se tornando um traço cada vez mais presente em nossa vida cotidiana. Estamos vivendo não só numa sociedade violenta, sobretudo, numa cultura de violência; Os fatos violentos e os temores por eles gerados ocupam espaço crescente nos corações, nas mentes e nas atitudes das pessoas, em especial dos nossos educandos. Ventura (2000, p. 90), constata que:

“A violência tornou-se cultura nos anos 90 e como tal, tomou conta de corações e mentes, invadiu o imaginário das pessoas, esgarçou o tecido social e fez da agressividade uma prática de beligerância, um comportamento. Produziu uma revolução diabólica e perversa que em pouco tempo mudou a paisagem das cidades, a alma dos habitantes, a conduta, a maneira de morar...”

Assim sendo, a violência vem se tornando de modo profundo uma característica da identidade cultural na atualidade, permeando e influenciando as nossas vidas na contemporaneidade, sendo um instrumento frequentemente utilizado por indivíduos inconsequentes para demonstração de poderes tanto individual, quanto grupal.

E daí surge uma pergunta: Como será as nossas vidas, as das nossas crianças e dos nossos jovens diante de um mundo como este? E a escola, quais são as alternativas educacionais para solucionar ou minimizar este agente perturbador na vida pessoal, social (principalmente na familiar e escolar)?

Sabemos que a escola como todas as instituições da sociedade também sofrem com o aumento da violência e não apenas a violência vinda de fora, mas a violência que pode se desenvolver dentro dela. Mas, é importante salientar que a despeito de tudo, a escola ainda é um dos lugares mais seguros que os educandos podem freqüentar em nossa sociedade.

Neste aspecto, ela pode ser chamada a dar sua contribuição sim, primeiramente buscando responder a estas questões explicitadas para pode ajudar os profissionais que compõem o quadro escolar a perceberem significativas diferenças entre as falsas percepções da realidade e dos seus problemas reais e assim, criarem mecanismos mais adequados para lidar com determinadas situações de violência.

Então, para praticar a paz e entender como ela se constrói, implica imprescindivelmente que nós arte-educadores e toda a comunidade escolar procurem compreender também o conceito e quais são os fatores que podem causar a violência na escola e na vida. Segundo Araújo, Fernandez, Pescarolo e Viana (2001, p.02):

“Conceituar violência é bastante difícil, pois, de forma isolada, pouquíssimos comportamentos podem ser classificados como violentos. Para delimitarmos este conceito adequadamente precisamos considerar o momento histórico, a cultura, a relação e o contexto no qual tal comportamento se deu.”

Portanto, pelo tema violência ser um assunto demasiadamente complexo e amplo, sem uma unanimidade entre os autores pesquisados, para delimitá-lo dentro do que interessa  em questão, considerarei um conceito que ajude a problematizar a violência no âmbito escolar e em torno dela, pois é este tipo de violência que vem causando prejuízos incalculáveis para a educação. Então, dentre os autores pesquisados, Michaud (1989, p. 10-12) propõe um conceito mais adequado para este contexto e para a realidade da nossa sociedade atua:

“Violência é o desregramento e o caos de um mundo estável [...] Há violência quando, numa situação de interação, um ou vários atores agem de maneira direta ou indireta, maciça ou esparsa, causando danos a uma ou várias pessoas, seja em sua integridade física, moral, em suas posses ou em suas participações simbólicas ou culturais.”

Mesmo sendo uma definição simples, o autor a propõe de uma forma ampla, como sendo uma força quaisquer que provoca rupturas no mundo que muitas vezes consideramos estável, normal, justo e direito. Que vai além da força física, e é vista também como força psicológica ou moral, cultural, social, simbólica que causa danos aos bens e à pessoa ou as pessoas da sua extensão (familiares, vizinhança, etc.).

Refletindo sobre este conceito e o que já foi explicitado anteriormente, pode-se compreender que a violência na escola é um reflexo da violência social, tornando-se um dos temas que mais nos preocupa atualmente e que não poderá ser revertido sem a importante contribuição das escolas.

Mas, não se deve depositar a solução de todos os problemas na educação, pois só poderemos nos livrar completamente da violência quando a sociedade deixar de (re) produzir ou incentivar comportamentos agressivos ao invés de pacíficos. É certo, contudo, que sem um envolvimento efetivo da escola dificilmente se poderá construir soluções efetivas e duradouras para resolver este grave problema.

É PRECISO SABER VIVER

          É Preciso Saber Viver


Composição: Erasmo Carlos/Roberto Carlos


Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer (viver) na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver


Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver, saber viver!

 

Nos atalhos abaixo você pode ver o clip e escutar esta bela música:
 
 
 
 
 

04 maio 2010

NÃO-VIOLÊNCIA (ATIVA)


Você já ouviu falar em Não-Violência?

Seria a não-violência o caminho mais seguro para uma vida pacífica,  a menor distância entre a violência de hoje e a verdadeira paz de amanhã?

A Não-violência é um conceito muito especial para a cultura da paz, é um dos valores humanos mais importantes, acredito que o mais importante dentre todos, por ser uma síntese deles. Não poderia deixá-lo de lado, pois,  se queremos uma sociedade realmente pacífica, com educandos pacificados e pacificadores, precisamos conhecer e aprender este conceito em sua forma prática.
O termo refere-se a uma série de conceitos e valores sobre ética, moralidade, diversidade, poder e conflitos que rejeitam completamente o uso da violência nos esforços para a conquista de objetivos sociais e políticos. Geralmente usado como sinônimo para pacifismo, a partir do meio do século XX o termo não-violência passou a ser aplicado também para designar conflitos sociais que não utilizavam o uso de violência, assim como movimentos políticos, religiosos, educativos e filosóficos que também utilizam os mesmos conceitos.
A Não-violência não entende que o fim justifica o meio, e sim que o fim é um resultado do meio, num ciclo de causas e efeitos que se correlacionam e se estendem numa espiral evolutiva. Desta forma, a paz não pode ser obtida através de métodos violentos e repressivos. Uma "paz" que se pretende obter através da opressão, cessa assim que os instrumentos de repressão deixam de ser utilizados, logo, um estado real de paz não se mantém quando ela não se estende a todos os indivíduos de uma sociedade.
“Não-Violência” ou método “Ahimsa”, que segundo Weil (1993), “ é uma palavra que vem do sânscrito que trata de um respeito profundo a todas as formas de vida do planeta, concebidas como sagrada” .
Ainda segundo Weil, Mahatma Gandhi, um dos maiores líderes do pacifismo mundial mostrou a força do ahimsa ao fazer a transposição dessa filosofia para a política e elaborou a teoria da resistência pacífica, que nas palavras dele mesmo quer dizer: “A não-violência é a completa ausência de malmequer para com tudo o que vive.
A não-violência sob a sua forma ativa é boa vontade para com tudo o que vive. Ela é amor perfeito” e “força do amor ou força da alma”. Por isso, a "Não-Violência" proposta por Gandhi é chamada também de “Não-Violência Ativa”.
Assim, a não-violência como atitude prática nas escolas e na vida, representa uma ação, uma “luta”, uma oposição ou resistência a todo e qualquer tipo de violência. A não-violência como escolha de valores, significa buscar uma maturidade de relacionamento, participação ativa na vida sem imposição, representa a conscientização de que a não-violência é um valor de cidadania, ou seja, para se viver bem em sociedade, é preciso aprender a conviver, é preciso dialogar e respeitar as diferenças e poder interagir com dignidade, justiça e respeito.

Relate alguma experiência em que você teve alguma atitude não-violenta, postando um comentário!