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30 janeiro 2012

CULTURA DA NÃO-VIOLÊNCIA



Você sabe o que é Não-Violência?


Gandhi foi o maior divulgador da Não-Violência em todo o mundo,  pregou uma lenta revolução pacifista em seu país, sem utilizar nenhuma espécie de arma, tentando libertar a Índia dos britânicos que governaram-na arbitrariamente. Gandhi queria que seu país fosse livre, que o povo não fosse tratado como escravo e que todos tivessem direitos iguais, independente do sexo, casta,  raça ou religião.

A palavra Não-Violência não foi inventada por Gandhi, ele sempre ressaltava que a não-violência era tão velha quanto as montanhas. Na verdade, é um termo sâncristo formado pelo prefixo negativo “A” e pelo substantivo "Himsa"  que significa "Violência" - "O desejo de causar dano ou de causar violência a um ser vivo", daí surgiu o termo "Ahimsa", que quer dizer "Não-Violência".

O Ahimsa é portanto: o reconhecimento das forças instintivas sobre a razão; o refreamento do ódio, a substituição da reação pela ação consciente; o domínio e a renúncia ao desejo de violência que há no interior do  homem e que o conduz a querer afastar, excluir, eliminar, odiar, agredir e matar o outro homem.

Contudo, dentro da visão de Gandhi, a definição do termo é a seguinte: “A não-violência perfeita é a abstenção completa da intenção de causar mal a qualquer ser vivo”.  “Em sua forma ativa, a não-violência é a tolerância para com qualquer ser vivo”.

Segundo o filósofo Jean-Marie Muller (Tradução de Inês Polegato), ele compreende que para  Gandhi: "A não-violência não é apenas nem em primeira instância um método de ação, é uma atitude, isto é, um olhar, um olhar de bondade para com o outro homem, sobretudo em relação ao homem diferente, o desconhecido, o estrangeiro, o intruso, o inoportuno, o inimigo, um olhar também de compaixão para com o homem oprimido, aquele que sofre a injustiça, a humilhação, o ultraje."

Outra palavra utilizada por ele para reforçar esta atitude de bondade  e complementar o ideal de  cultura da não-violência  foi "Sathya" que  também em sânscrito,  significa "Verdade". Com isso, o  tema central do pensamento e das ações do grande pacificador indiano, se baseava justamente nesses dois conceitos: "Ahimsa" e "Sathyagraha" que se resume na: Conquista da Verdade através do uso da Não-Violência.

Segundo seus biógrafos, toda a vida de Ghandi foi uma luta pela conquista da verdade e pela necessidade diária de praticar a não-violência. Suas falas, seus escritos, seus discursos,  seu comportamento; tudo invocava constantemente a verdade e a não-violência como  possibilidade de resistência pacífica. Segue abaixo, como exemplo, alguns dos seus pensamentos concernentes  a esta prática ideológica:


"A não violência nunca deve ser usada como um escudo para a covardia. É uma arma para os bravos."

"Quem busca a verdade, quem obedece a lei do amor, não pode estar preocupado com o amanhã."

"A humanidade não pode liberar-se da violência mais do que por meio da não-violência."

"A verdade jamais prejudica a uma causa que é justa."

"A violência é o medo aos ideais dos demais."

"A verdade é totalmente interior. Não há que a procurar fora de nós nem querer realizá-la lutando com violência com inimigos exteriores."

"O que se obtém com violência, somente se pode manter com violência."

"Unir a mais firme resistência ao mal com a maior benevolência para com o malfeitor. Não existe outro modo de purificar o mundo."


Ghandi viveu exatamente o oposto da violenta "Lei do Talião", que é a antiga lei do "olho por olho, dente por dente". Gandhi seguia a mesma ideologia dos grandes profetas: Sidartha Gautama "O Buda" e Jesus Cristo, onde  a não cooperação com o mal deveria ser um dever sagrado e de todos.

Ele acreditava que as religiões que separam seus fiéis uns dos outros, que não seguem a ideologia do amor e da unidade na diversidade, este um grande valor da cultura da não-violência, jamais poderá pregar a paz universal, pois não existe "aquela religião" que seja "a certa" - todos somos iguais e todos temos os mesmos direitos, ideologias diferentes existem, mas todos somos irmãos. Segue abaixo, outros exemplos  dos seus ricos  pensamentos relativo a importância do amor como superação da violência nas relações humanas:


"Olho por Olho, e o mundo acabará cego."

"A não-violência não existe se apenas amamos aqueles que nos amam. Só há não-violência quando amamos aqueles que nos odeiam. Sei como é difícil assumir essa grande lei do amor. Mas todas as coisas grandes e boas não são difíceis de realizar? O amor a quem nos odeia é o mais difícil de tudo. Mas, com a graça de Deus, até mesmo essa coisa tão difícil se torna fácil de realizar, se assim queremos."

"O amor é a força mais sutil do mundo."

"Só podemos vencer o adversário com o amor, nunca com o ódio."


No mundo atual, a Não-Violência vem sendo amplamente utilizada em movimentos pela  construção da paz, pelo trabalho digno, pela necessidade de tolerância religiosa,  pela defesa do meio ambiente, pelos direitos das mulheres, etc.No entanto,  na sua essência a reflexão filosófica do princípio da não-violência era utilizada para fundamentar a humanidade do homem e na experimentação política dos métodos de ação não-violenta que permitem a resolução pacífica dos conflitos.

Para vencer a violência Gandhi  acreditava no desenvolvimento de uma Cultura da Não-Violência  e na educação, como a  maior força motriz deste princípio,  apostava no potencial humano, que estava  na necessidade do indivíduo de  conhecer a si mesmo, suas potencialidades e dificuldades para poder se  autogovernar e  colaborar com a Humanidade  em  torno  de   uma  cidadania  política, consciente, ética, verdadeira, justa amorosa  e  pacífica; daí ele afirmava que:


"A verdadeira educação consiste em obter o melhor de si mesmo. Que outro livro se pode estudar melhor do que o da Humanidade?"


Com isso, neste processo educacional faz-se necessário ampliar a percepção acerca desta proposição, daí  novamente Jean-Marie Muller  afirma que: "Gandhi  nos convidava a revisitar as heranças de nossas tradições históricas – tanto filosóficas, religiosas quanto políticas - e a tomar consciência de todas as cumplicidades com o império da violência mantidas até hoje por nossa cultura...".

Ainda segundo Muller, completando o pensamento anterior, nesta perspectiva gandhiana, ele  assinala dois aspectos que ameaçam o  desenvolvimento da Cultura  da Paz e da Não-Violência e que merecem a nossa atenção e reflexão dentro e fora das escolas:


- "O que ameaça a paz no mundo e em cada uma de nossas sociedades são as ideologias fundadas na discriminação e na exclusão – quer se trate de nacionalismo, racismo, xenofobia, integrismo religioso ou toda e qualquer doutrina econômica fundamentada apenas na procura pelo lucro – todas comprometidas com a ideologia da violência."


- "O que ameaça a paz, definitivamente, não são os conflitos, mas a ideologia que faz os homens acreditarem que a violência é o único meio de resolver tais conflitos. Essa ideologia ensina o menosprezo ao outro, o ódio ao inimigo; arma os sentimentos, os desejos, as inteligências e os braços. Ela instrumentaliza o homem fazendo dele um homicida com a consciência tranqüila. Portanto, é ela que deve ser combatida em primeiro lugar."


Como reflexão sobre este assunto tão instigante, fica a pergunta: É possível educar sem violência? Dentro dos príncipios da Não-Violência como nos ensinou Gandhi? Comente!



"A Não-Violência é a maior força da Humanidade"
Mahatma Gandhi


Fontes:






PS: O site do Comitê Paulista pela Decada da Cultura da Paz, publicou um artigo interessante, intitulado de "64 Maneiras de se praticar a Não-Violência", acesse o link abaixo e exercite-se com seus alunos, familiares, vizinhos, etc:

http://www.comitepaz.org.br/64_maneiras_1.htm


Muita Paz!

20 janeiro 2012

PAZ, RESPEITO E TOLERANCIA RELIGIOSA


Sem respeito a dignidade humana e tolerância com as diferenças sejam elas: religiosa, sexual, socioeconomica, etnico-racial, de genero... dificilmente iremos construir um mundo com e em paz!

Necessitamos refletir sobre a importância da unidade na diversidade, porque a paz se aprende justamente nas adversidades; Deus nos fez diferentes, porem, nos deu o parentesco de irmandade, ou seja, de irmãos em Humanidades para que fosse garantida a nossa igualdade perante o oceano de sua Onisciência.

Na realidade, o que vemos é o contrário, irmãos em total estado defensivo, combatendo uns aos outros, prestes a criar uma guerra religiosa, ao invés de se amarem como o Mestre Jesus e muitos outros icones religiosos orientais e ocidentais nos ensinaram.

Deus é visto como se fosse diferentes Deuses, um para cada instituição religiosa, sendo que o mais contraditorio e que todos pregam um Deus Único; Mas, na convivência com os diferentes grupos religiosos, podemos observar que o que prevalece são os dogmas instituicionais e não o Amor que realmente nos une e que já deveriamos ter aprendido

Falta a todos nós a vivência do que mais interessa no processo religioso, que é a vivência dos valores ético-morais  para que assim aprendamos a ser mais fraternos e solidários uns com outros e não mais egoístas, ignorantes e alienados.

Penso que nós, só aprenderemos  a ter consciência religiosa e a viver a paz com as diferentes formas de  buscar e contactar Deus, no dia em que aprendermos a ter consciência espiritual e compreendermos que somos Espíritos vivendo uma realidade material; Que possuímos uma essência divina, com todo o potencial para a evolução na senda do bem, do amor, da paz, do belo, da verdade, da caridade, da justiça... a espera de ser despertada e vivenciada.

Deus é Único e é o nosso Pai Maior, somos os teus filhos, muitas vezes rebeldes, mas,  Ele nos ama como somos, independente da forma como O buscamos e O encontrarmos.

Necessitamos orientar nossos educandos e nossos irmãos em Humanidades que Deus está dentro e não fora, e que nenhum processo religioso deve ser  mais importante  que Ele; ajudá-los a percber que  nossas ações, pensamentos e sentimentos devem refletir os seus ensinamentos e só assim conseguiremos respeitar e tolerar as diferenças.

Participe de algum movimento em sua cidade e colabore com a Paz no mundo!

Muita paz para todos nós, definitivamente irmãos em Humanidades!

11 janeiro 2012

GUIAS GRATUITOS DA EDUCAÇÃO


Acesse e visualize essas dicas. Para ampliar o cartaz basta clicar no + e dar zoom.


 SEJA UM MULTIPLICADOR!!!!

A Editora Abril, através do site Educar para Crescer, está disponibilizando cartilhas com ideias simples e rápidas para que todos nós possamos participar da melhoria da Educação.


No link abaixo (página do site da editora) você encontrará cartilhas interessantes e diferentes,  como: Guia Da Educação Infantil, Novo Guia Da Educação Em Família, Guia Da Educação Em Família - Alfabetização, Guia Da Educação Para Jovens, Guia Da Educação Em Familia Para Escolas Públicas, Guia Da Educação Em Familia Para Escolas Particulares, Guia Do Investimento Em Educação Para Empresários, Guia Do Voto Consciente.

 

Baixe, imprima e passe a idéia adiante!



06 janeiro 2012

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA PARA A PAZ 4


              "Recuperar a unidade perdida significa reconquistar a paz"  Pierre Weil

Este importante livro de Pierre Weil, grande trabalhador da construção e divulgação da Cultura da Paz, abre espaço para refletirmos sobre a Educação para a Paz.

Em suas páginas, inicialmente, Weil fala sobre a complexidade da vida e da fragmentação imposta pelas ciências frente aos conhecimentos adquiridos pela humanidade, com a necessidade de retornar ao universal, à globalidade; para isso a educação para a paz seria o caminho integrando-se à arte de viver, assunto que também é de complexidade infinita e requer um tratamento holístico.

Ele alerta sobre o crescente interesse da humanidade pela mudança de uma realidade de guerra e violência por uma de paz, com  de indivíduos que rejeitam a fragmentação da vida que nos foi imposta ao longo de cinco séculos de império absoluto da razão.

E neste período de transformação nasceria uma nova percepção das coisas, que buscaria restituir a unidade ao conhecimento, com o objetivo de atingir a sabedoria e a plena consciência. Essa nova percepção é também chamada de “visão holística”.

Com esta visão holística, a Educação  para a Paz  deverá ser transdisciplinar e interculturalo encontro entre a ciência moderna, os estudos transpessoais e as tradições espirituais, devendo começar pelos próprios educadores, onde o exemplo de sua paz interior e da sua habilidade para irradiá-la e desenvolvê-la permitirá que  orientemos sem imposições os nossos educandos em seu processo individual de conscientização para a paz e das possíveis mudanças nos níveis: pessoal, social e ambiental. 

Com isso, um dos principais objetivos deste livro é indicar aos educadores os meios pelos quais, eles alcançarão a transformação da sua própria consciência e a dos seus alunos, sugerindo dados teóricos e recomendações que possam ser transformadas em planos de ação pedagógica.

Assim, cada exposição teórica será acompanhada de uma orientação metodológica que auxilie o educador a desenvolver ou despertar o sentimento pela paz.

Este livro não é um manual  com  teorias definitivas,  Weil sugere uma alternância entre estudo teórico e experiências vividas, confrontando o conteúdo deste manual com a sua prática e percebendo os conselhos que a vivência escolar lhe dá, só depois, retornar para o intelecto e tirar as próprias conclusões sobre o que é importante ou não como método. 


Neste link abaixo você terá um resumo comentado do livro:


Neste outro link você encontrará o texto do livro na íntegra para leitura, mas sugerimos que compre o livro fisicamente:

Boa Leitura!

Muita paz